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Moçambique / França

Presidente de Moçambique e seu homólogo Francês em Cherbourg

O Presidente Armando Guebuza com o seu homólogo Francês em Cherbourg esta manhã.
O Presidente Armando Guebuza com o seu homólogo Francês em Cherbourg esta manhã. Reuters
Texto por: RFI
4 min

No quadro da sua visita oficial aqui em França, o Presidente Moçambicano Armando Guebuza deslocou-se esta manhã com o seu homólogo François Hollande ao estaleiro naval CMN -Constructions Mécaniques de Normandie- em Cherbourg, no norte de França, para assistir ao acto simbólico do início da construção dos 30 barcos encomendados por Moçambique à França.

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Anunciada no passado dia 5 de Setembro, esta encomenda abrange a construção de 24 navios de pesca e 6 barcos de patrulha por um valor de 200 milhões de Euros. Com os seus 2500 quilómetros de costa, tratar-se-á para Moçambique de enquadrar mais eficazmente a actividade pesqueira nas suas águas territoriais. Calcula-se que no ano passado Moçambique terá perdido 67 milhões de dólares devido à pesca ilegal. Outro imperativo para Maputo será garantir uma maior segurança no seu litoral exposto ao risco de pirataria marítima.

Todavia, para além deste aspecto pouco mais se sabe sobre os contornos exactos deste negócio. Apresentado inicialmente pela França como um contrato com o Estado Moçambicano, circulou a informação de que iria contar com a participação do erário público. Todavia, esta indicação foi desmentida pelo Ministro Moçambicano das finanças, Manuel Chang, que assegurou que o Estado entraria apenas como avalista, conforme também afirmou à RFI o Chefe de Estado Moçambicano Armando Guebuza esta manhã.

Declarações do Presidente Guebuza recolhidas pela jornalista Gaëlle Laleix

Refira-se ainda que, do lado Francês, esta encomenda chega num momento auspicioso para a empresa CMN, o estaleiro naval encarregue da construção dos barcos encomendados por Moçambique. Com efeito, à semelhança de algumas outras empresas do sector, esse estaleiro que tem conhecido dias difíceis tinha suspenso a actividade de 80 dos seus empregados. Com este contrato, os operários da CMN têm dois anos de trabalho garantidos pela frente.
 

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