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Guiné-Bissau

Homens armados cometem violências contra civis em bairros de Bissau

Rua de Bissau
Rua de Bissau Liliana Henriques / RFI
Texto por: RFI
6 min

A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou hoje em conferência de Imprensa actos de violência praticados ontem à noite por homens armados, alguns identificados como militares, contra moradores de vários bairros periféricos de Bissau.

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De acordo com Augusto Mário da Silva, vice-presidente da Liga dos Direitos Humanos, estes actos de "violência gratuita" ocorreram de forma coordenada em vários pontos das imediações da capital. Segundo os relatos recolhidos por esse organismo, os agressores prometeram "continuar com as acções" de violência.

Face a esta situação, a Liga Guineense dos Direitos Humanos referiu que tenciona apresentar uma queixa-crime contra o Estado da Guiné-Bissau junto do Tribunal da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, cujos Chefes das Forças Armadas realizam a partir de amanhã e até Sábado um encontro em Bissau.

Em entrevista à RFI, uma das vítimas das agressões, Jasmine Cabral, funcionário da ONU e conselheiro para a área dos Direitos Humanos, relata o sucedido.

Jasmine Cabral, funcionário da ONU, entrevistado por Mussá Baldé

Paralelamente, no respeitante à situação política da Guiné-Bissau, o governo de transição anunciou ontem que vai manter na próxima semana uma reunião com a comunidade internacional no intuito de definir o calendário para o recenseamento eleitoral. Isto deverá acontecer num contexto em que se fala cada vez mais abertamente de um possível adiamento das eleições gerais previstas para 24 de Novembro.

Isaac Murade Murargy, secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma das vozes que se têm elevado para dizer que é preferível adiar o escrutinio do que fazê-lo de forma precipitada e provocar um novo fracasso.

Isaac Murargy, secretário executivo da CPLP, entrevistado por Liliana Henriques

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