Moçambique

Governo moçambicano e Renamo trocam acusações

Armando Guebuza, Presidente da Repúbica de Moçambique e Afonso Dhlakama, líder da Renamo
Armando Guebuza, Presidente da Repúbica de Moçambique e Afonso Dhlakama, líder da Renamo comunidademocambicana.blogspot.com

O líder do maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, desafiou o presidente moçambicano, Armando Guebuza, a deslocar-se à Serra da Gorongosa em prol da pacificação da tensão político-militar. Um encontro que é visto, pelos moçambicanos, como crucial para resolver a tensão política pela qual o país está a passar.

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 As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) abateram, ontem, dois homens da Renamo, na província de Sofala, em resposta a um ataque levado a cabo por um grupo de homens armados. O ataque decorreu quando uma subunidade da FADM realizava a sua actividade normal de patrulha na região.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, desafiou hoje o presidente moçambicano de "levantar as escoltas" de viaturas em Muxúnguè, e garantiu que não vai haver homens da Renamo a atacar o troço Muxungue-Save. Afonso Dhlakama deixou ainda claro que não vai tolerar provocações, depois dos violentos confrontos que decorreram ontem a 20 quilómetros da sua base, e dos quais a Renamo reivindica a morte de 17 elementos do exército governamental nos confrontos enquanto o governo anunciou a morte de dois homens.

O nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa ouviu o Porta-voz do presidente moçambicano, Edson Macuácua, que falou em nome do presidente moçambicano. Armando Guebuzza deplorou os ataques armados da Renamo e lamentou a perda de vidas humanas. 

Quanto aos seis homens capturados pelo exército governamental na região de Mucodzi, no distrito de Gorongosa, em Sofala no centro de Moçambique, alegam não ter participado no ataque e identificam-se como camponeses da região, dizendo terem sido confundidos. 

Correspondência Maputo. Orfeu Lisboa

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