Angola / Direitos Humanos

Jovem activista angolano Nito Alves inicia greve da fome

Jovem activista Manuel Nito Alves
Jovem activista Manuel Nito Alves DR

Nito Alves, 17 anos, activista pertencente ao Movimento Revolucionário, detido desde o passado 12 de Setembro por ter em sua posse T-shirts aludindo ao Presidente José Eduardo do Santos como sendo um "ditador nojento", iniciou esta segunda-feira uma greve da fome.

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Isto ocorre poucos dias depois da ONG de defesa dos Direitos Humanos Amnistia Internacional ter lançado na semana passada uma campanha pela libertação do jovem activista. Esta greve da fome também acontece apenas dois dias depois de Nito Alves ter sido transferido da Comarca Central de Luanda rumo à cadeia de Viana, a sua quarta transferência em quase dois meses de detenção. Em entrevista à RFI, Adolfo Campos, membro do Movimento Revolucionário dá conta desta transferência bem como dos motivos que levaram Nito Alves a encetar uma greve da fome.

Adolfo Campos, membro do Movimento Revolucionário

Apesar dos advogados de Nito Alves terem pedido a sua libertação, invocando a lei angolana que determina que um menor não pode ficar detido em prisão preventiva, o jovem activista mantém-se preso sob a acusação de ultraje à figura do Presidente e sem data marcada para o seu julgamento. Ao enunciar a determinação do seu movimento em obter a libertação do seu companheiro de luta, Adolfo Campos, refere-se também aos primeiros frutos da mobilização lançada na semana passada pela Amnistia Internacional.

Adolfo Campos, membro do Movimento Revolucionário

 

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