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Guiné-Bissau

Executivo de transição na Guiné-Bissau pede prolongamento do recenseamento

Comissão Nacional de Eleições em Bissau
Comissão Nacional de Eleições em Bissau Liliana Henriques / RFI
Texto por: RFI
2 min

O governo de transição referiu hoje que tenciona pedir ao Presidente Serifo Nhamadjo um prazo suplementar de "cinco ou sete dias" para terminar o recenseamento eleitoral iniciado a 1 de Dezembro de 2013 e marcado por múltiplos percalços.

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Ao comunicar esta informação à imprensa, Batista Té, ministro guineense da administração territorial e coordenador do processo de recenseamento, indicou que 82% dos eleitores previstos já foram recenseados, o prazo suplementar para terminar a operação não alterando em nada, a seu ver, a data prevista para as eleições naquele país. Mais explicações com o nosso correspondente Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau

Paralelamente, enquanto se vão fazendo balanços preliminares sobre o andamento dos preparativos do escrutínio de 16 de Março, Cacheu, no norte do país, acolhe desde esta quinta feira e até ao dia 2 de Fevereiro o 8° congresso do PAIGC, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

Para além de uma definição do modelo de estatutos que vai passar a vigorar, trata-se também de escolher uma nova liderança para o PAIGC. Apresentam-se para a chefia do partido, para o cargo de secretário-geral, Domingos Simões Pereira, Aristides Ocante da Silva, Cipriano Cassamá e Daniel Gomes, e para o cargo de presidente do partido, Braima Camará, Satu Camará e Carlos Correia. Grande ausente do congresso é o presidente em exercício do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro derrubado pelo golpe de 2012, que em declarações à imprensa não excluiu a hipótese de impugnar o congresso.

Após vários adiamentos, este congresso deve determinar o rumo que o partido pretende seguir após o golpe de Estado de Abril de 2012 que o deixou dividido. Partido da libertação, como muitos movimentos semelhantes no continente, o PAIGC encara uma etapa de transição do ponto de vista de Fafali Koudawo, reitor da Universidade "Colinas do Boé", em Bissau.

Fafali Koudawo, Reitor da Universidade "Colinas do Boé" entrevistado por Liliana Henriques

 

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