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Guiné-Bissau

Tomada de posse do novo presidente da Guiné-Bissau

Domingos Simões Pereira e Jomav logo após o anúncio da sua vitória nas presidenciais de 18 de Maio
Domingos Simões Pereira e Jomav logo após o anúncio da sua vitória nas presidenciais de 18 de Maio Liliana Henriques/RFI
Texto por: RFI
8 min

Um pouco mais de dois anos depois do golpe de Estado militar de Abril de 2012, o novo presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, eleito com 61, 9% dos votos aquando da segunda volta das presidenciais de 18 de Maio, tomou posse nas suas novas funções, fechando assim o ciclo da transição para o regresso à ordem constitucional.

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Na presença de milhares de populares, vários chefes de Estado da África do Oeste assim como representantes governamentais de países como Angola e Portugal e ainda de instituições internacionais, José Mário Vaz prometeu mudar o país em 5 anos e esboçou como prioridades o combate à corrupção bem como a protecção dos recursos naturais. Mais informações com Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau

Esta tomada de posse ocorre poucos dias depois do parlamento constituído maioritariamente por deputados do PAIGC ter sido investido na semana passada. Agora falta apenas formar o governo a ser encabeçado pelo antigo secretário executivo da CPLP Domingos Simões Pereira, este novo período que se avizinha despertando muita esperança, como refere João Bernardo Vieira, porta-voz do PAIGC, partido no poder.

João Bernardo Vieira, Porta-voz do PAIGC entrevistado por João Matos

A nível internacional, esta tomada de posse e o regresso à normalidade constitucional têm sido atentamente seguidos. Presente na cerimónia de investidura em Bissau, o ministro angolano da Defesa, João Lourenço, admitiu que o seu país poderia participar na reforma das forças de segurança guineenses no caso de Bissau formular um pedido neste sentido. Por seu turno, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que esteve igualmente na cerimónia, referiu que Lisboa vai celebrar com Bissau um protocolo para a retomada dos voos da TAP entre as duas capitais.

Já a nível das instituições do continente africano, a expectativa também é grande. Alguns dias depois da União Africana ter readmitido a Guiné-Bissau entre os seus membros, os representantes dos países da organização pan-africana estão reunidos na perspectiva da 23ª cimeira de chefes de Estado e de governo da União Africana a decorrer nos dias 26 e 27 de Junho em Malabo, na Guiné Equatorial. Presente nos trabalhos preparatórios desta cimeira, o guineense Carlos Lopes, Secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, comenta a tomada de posse do presidente da Guiné Bissau e reage ao facto do país ter sido readmitido na União Africana.

Carlos Lopes entrevistado em Malabo pela enviada especial Neidy Ribeiro

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