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GUINÉ-BISSAU/UNIÃO AFRICANA

Guiné-Bissau de regresso à União Africana

Cerimónia de tomada de posse do novo presidente da Guiné-Bissau José Mário Vaz, na capital, a 23 de Junho de 2014.
Cerimónia de tomada de posse do novo presidente da Guiné-Bissau José Mário Vaz, na capital, a 23 de Junho de 2014. AFP FOTO / ALFA BA
Texto por: RFI
4 min

O presidente da Guiné-Bissau parte na próxima madrugada rumo à Guiné Equatorial para participar na cimeira da União Africana. Trata-se da primeira deslocação do novo chefe de Estado três dias apenas a sua tomada de posse. No regresso de Malabo José Mário Vaz deve escalar Luanda para encontros com as autoridades angolanas.

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Antes de partir com destino à capital da Guiné Equatorial o presidente guineense, conhecido popularmente como Jomav, deverá publicar um decreto nomeando Domingos Simões Pereira como novo primeiro-ministro.

O antigo secretário executivo da CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa, é líder do PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde, vencedor das eleições legislativas de 13 de Abril com maioria absoluta.

Após a tomada de posse do parlamento guineense na semana passada e a investidura do chefe de Estado na passada segunda-feira já só falta o empossamento do governo para concluir a retoma da normalidade constitucional, virando a página do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

Na altura o golpe militar interrompera o processo eleitoral, após a primeira volta do escrutínio presidencial ter posto na frente o primeiro-ministro de então, Carlos Gomes Júnior.

O golpe de Estado provocara o derrube desse executivo e do presidente interino Raimundo Pereira, ambos exilados no estrangeiro.

A CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental, implementera um período de transição sob a batuta de Serifo Nhamadjo, como presidente interino, e um governo regido por Rui Duarte de Barros.

A União Africana, suspendera, então, a Guiné-Bissau até à sua readmissão nesta semana dada a normalização constitucional em curso. 

A UA, por intermédio do seu representante local, o diplomata são-tomense Ovídeo Pequeno, apela à retoma imediata de Bissau nos trabalhos da organização panafricana.

Um contexto que permitirá, desta feita, garantir o regresso da Guiné-Bissau às cimeiras da UA. José Mário Vaz marcará, pois, presença nestas quinta e sexta-feiras no fórum de Malabo, reunido sob o mote da agricultura e segurança alimentar.

Mussá Baldé, correspondente em Bissau, dá-nos conta dos preparativos para a participação do país na cimeira a ter lugar na Guiné Equatorial.

Correspondência da Guiné-Bissau

 

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