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Moçambique

Renamo ameaça dividir Moçambique

Miguel Martins/RFI
Texto por: Isabel Pinto Machado
10 min

O Conselho Nacional da Renamo, reunido entre segunda e terça-feira na cidade da Beira, aclamou por unanimidade a candidatura de Afonso Dhlakama às eleições presidenciais de 15 de Outubro, e ameaçou dividir Moçambique, se não cessarem os ataques na Serra da Gorongosa, que visam matá-lo.

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Raíl Khan, assessor político de Afonso Dhlakama para a região sul de Moçambique, garante que o principal partido da oposição tem capacidade para cortar a circulação automóvel a partir do Rio do rio Save, que atravessa a província de Sofala e exigir passaportes, a quem quiser atravessar essa região.

"Estamos a falar em divisão do país, o que significa criar um outro país, como na Coreia do Norte e Coreia do Sul, no Sudão do Norte e Sudão do Sul, nos tempos passados a Alemanha de Leste e a Alemanha Ocidental"

Afonso Dhlakama que continua em paradeiro incerto, desde o ataque em Outubro passado à sua base em Satunjira, na província de Sofala, centro do país, falou esta terça-feira (24/06) por telefone com amplificadores com os militantes e o Conselho Nacional da Renamo, reunido na cidade da Beira, e além de continuar a exigir paridade nas forças de segurança, negou a autoria dos ataques no troço Save/Muxungué, atribuidos pelo governo a "homens armados da Renamo", ataques que em 5 dias causaram pelo menos 5 mortos e vários feridos, entre os quais dois hoje.

Segundo Raíl Khan, se continuarem os ataques das forças governamentais na zona da Gorongosa, a Renamo vai dividir o país a partir do Rio Save, mantendo o controlo de 7 províncias do centro e norte, onde se encontram as grandes reservas de recursos naturais, e a Frelimo e o seu governo controlarão as 4 províncias do sul do país, incluindo a capital Maputo.

Raíl Khan denuncia ainda a internacionalização deste conflito, afirmando "estão a pedir reforços quer ao próprio Zimbabué, África do Sul e até à Rússia e a informação está a ser ocultada, a China está a descarregar em Maputo e Nacala muito armamento, isto é uma internacionalização deste conflito" .

Raíl Khan, assessor político de Afonso Dhlakama, para a região sul de Moçambique

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