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GUINÉ-BISSAU

Presidente guineense remete data de tomada de posse para primeiro-ministro

Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz
Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz DR
Texto por: RFI
5 min

O presidente guineense regressou hoje a Bissau após ter participado na Cimeira da União Africana, na Guiné Equatorial, e no Fórum dos PALOP em Angola. José Mário Vaz remeteu para a agenda do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira a data da tomada de posse do chefe do executivo e do seu governo.

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No entanto José Mário Vaz, escassas horas antes da sua partida na semana passada rumo a Malabo, nomeara Domingos Simões Pereira, antigo secretário executivo da CPLP (Comunidade dos países de língua portuguesa) para o cargo de primeiro-ministro.

E isto já que o PAIGC (Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde) tinha ganho com maioria absoluta as eleições legislativas de Abril passado.

Por isso o seu regresso hoje de Luanda, segunda etapa do seu périplo, era interpretado como a possibilidade de uma tomada de posse iminente do primeiro-ministro e consequente formação do seu governo.

No entanto o chefe de Estado guineense alegou que a tomada de posse do primeiro-ministro se prendia mais com questões da agenda deste último.

O presidente da Guiné-Bissau fez aos jornalistas um balanço positivo da sua participação na Cimeira da União Africana e do Fórum PALOP (Países africanos de língua oficial portuguesa). 

Sobre Angola ele realçou o facto de se tratar de "um país irmão", mas alegou precisar ainda de tomar conhecimento dos dossiers bilaterais antes de se pronunciar sobre a cooperação existente entre os dois países.

Um dos argumentos dos mentores do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 prendera-se com a presença de tropas angolanas em Bissau e a suposta chegada de armamento desse país para sustentar o primeiro-ministro da época, Carlos Gomes Júnior.

Com o golpe de Estado o governo e o presidente interino caíram precipitando a retirada do contingente angolano.

As recentes eleições legislativas e presidenciais deveriam permitir a retoma plena e efectiva da Guiné-Bissau nas instâncias multilaterais (caso da União Africana agora na Cimeira de Malabo) e da cooperação com os seus parceiros tradicionais.

José Mário Vaz, presidente da Guiné-Bissau

Com a colaboração de Mussá Baldé em Bissau

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