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Guiné Equatorial

Guiné Equatorial membro da CPLP

nte da Guiné Equatoiral,Teodoro Obiang Nguema.
nte da Guiné Equatoiral,Teodoro Obiang Nguema. AFP/ Xavier Bourgois:
Texto por: RFI
16 min

A X Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estiveram reunidos em Díli para a admissão da Guiné Equatorial como membro da CPLP. Dez anos depois de uma espera movimentada por avanços e recuos. 

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A Guiné Equatorial, liderada pelo Presidente Teodoro Obiang Nguema, aplicou as exigências para a adesão do país, apesar da oposição de várias organizações da sociedade civil dos países lusófonos acusar o regime de cometer violações dos direitos humanos.

O director da organização EG Justice, Tutu Alicante, radicado nos Estados Unidos da América acusou o presidente da Guiné Equatorial de usar a CPLP para branquear a imagem do país junto da comunidade internacional. O activista guineense lamentou que a CPLP "tenha tacitamente permitido deixar-se usar para lavar a imagem do mais antigo chefe de Estado do mundo, um autocrata que não respeita os direitos humanos e governa uma das corruptas nações do mundo".

Este foi o primeiro alargamento na história dos 18 anos da organização que passa, a partir de hoje, a incluir um país não lusófono, conta a jornalista da lusa em Díli, Joana Haderer.
 

Correspondência de Joana Haderer

A antiga Guiné espanhola teve de materializar uma moratória à aplicação da pena de morte para poder fazer parte da CPLP. A Guiné Equatorial vive num clima de medo que bloqueia qualquer tentativa de derrubar o regime, exemplo disso é a existência de um único partido da oposição, o Convergência para a Democracia Social, cujo líder tem assento parlamentar, num total de cem eleitos.

À saída de encontros que teve em Lisboa, o advogado e crítico do regime da Guiné Equatorial, Ponciano Mbomio Nvó, mostrou-se preocupado pela situação política que vive a Guiné Equatorial.

Guine Equatorial vista por Ponciano Mbomio Nvó

Segundo o intelectual português, Adriano Moreira, o novo membro permanente da organização muda a concepção do que é a CPLP, nomeadamente, "o trabalho que deu a organizar a CPLP e o conjunto de valores que reúne". A Guiné Equatorial não corresponde a nenhum destes pressupostos, e por isso mudou a estratégia da CPLP", acrescentou Adriano Moreira.

Adriano Moreira, intelectual português

À chegada do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, ao salão nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi aplaudido pelos chefes de Estado e de governo presentes. Entre eles fizeram-se ouvir aplausos do primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, mas o mesmo não aconteceu com o presidente Aníbal Cavaco Silva.

A entrada da Guiné Equatorial já era esperada, contudo a forma como aconteceu era inesperada para os líderes políticos. "Fomos surpreendidos, mas o que nós queríamos acima de tudo era ajudar Timor-Leste para que esta cimeira fosse um sucesso" disse o presidente português, Aníbal Cavaco Silva. 

Aníbal Cavaco Silva, presidente português

«Por consenso dos Estados-membros da CPLP, aprovou outorgar à República da Guiné Equatorial o estatuto de país membro de pleno direito no seio da comunidade, integrada até a data por um total de oito nações, cinco delas no continente africano. O nosso país passará a ser o sexto de África e o nono em ordem cronológica de adesão a esta comunidade, criada no ano de 1996», foi desta forma que o governo da Guiné Equatorial anunciou a sua adesão à CPLP no seu sítio oficial na Internet.

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