Moçambique

Primeiros balanços da campanha eleitoral em Moçambique

A campanha para as eleições gerais de 15 de Outubro em Moçambique está a entrar na sua derradeira fase, este mês e meio de caça ao voto tendo sido marcada pela violência e também pelo extravio na semana passada de 20 mil boletins de voto em Manica no centro do país.

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Este episódio semelhante a incidentes ocorridos noutras eleições nomeadamente as autárquicas do ano passado não deixou de suscitar todo o tipo de questionamentos sobre eventuais riscos de fraude. Aliás, hoje, a Renamo na oposição exigiu explicações à Comissão Nacional de Eleições sobre o sucedido.

Há alguns dias, o CIP, Centro de Integridade Pública de Moçambique, considerou que apesar das modificações na legislação eleitoral nomeadamente no que toca à composição das mesas de voto, existe o risco de fraude.

Ao debruçar-se sobre este aspecto, Borges Nhamire, pesquisador do CIP sublinha que as empresas que imprimem os boletins de voto, são entidades ligadas a membros da Frelimo no poder. Noutra vertente, ao evocar igualmente o receio do que possa advir depois do voto, Borges Nhamire começa por fazer um balanço preliminar dessa campanha prestes a terminar.

Borges Nhamire, pesquisador do CIP, Centro de Inegridade Pública de Moçambique

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