MOÇAMBIQUE

Moçambique: desarmamento da Renamo não avança

Combatentes da Renamo, em Novembro de 2012, na Gorongosa, no centro de Moçambique
Combatentes da Renamo, em Novembro de 2012, na Gorongosa, no centro de Moçambique AFP PHOTO / JINTY JACKSON

O desarmamento da antiga guerrilha moçambicana voltou a traduzir-se num impasse ao nível das negociações entre a Renamo e o governo de Maputo. O executivo pede ao movimento da perdiz a lista dos seus membros susceptíveis de serem integrados na polícia e no exército enquanto o maior partido da oposição solicita a criação e aprovação de um modelo de integração dos seus homens.

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Este é um ponto basilar do Acordo de cessação de hostilidades rubricado a 5 de Setembro entre o chefe de Estado, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

O chefe da delegação governamental, José Pacheco, chegara a anunciar 300 vagas nas forças de defesa e segurança nacionais para homens do movimento da perdiz.

Esta ronda ocorre após a proclamação na quinta-feira dos resultados oficiais das eleições gerais, ganhas com maioria absoluta pela Frelimo, partido no poder, e o seu candidato, Filipe Nyusi.

Resultados estes que são contestados pela Renamo e também pelo MDM.

Orfeu Lisboa, correspondente em Moçambique, tem mais informação.

Correspondência de Moçambique

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