ANGOLA

Julgamento do caso Kamulingue e Cassule promete durar

Getty Images/ Spaces Images

 Advogado dos familiares das vítimas, Zola Bambi, disse à RFI que "o processo deve transitar para o próximo ano pelo menos" e que a retoma do julgamento pelo Tribunal Provincial de Luanda constitui "um precedente judicial muito importante".

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Em Angola, prossegue o julgamento -retomado esta semana - dos arguidos supeitos do rapto e assassínio de Isaías Cassule e Alves Kamulingue quando tentavam organizar um manifestação de desmobilizados de guerra em Maio de 2012. 

Em entrevista a Carina Branco, o advogado Zola Bambi, da Associação Mãos Livres - que representa os familiares das vítimas - disse que "o processo deve transitar para o próximo ano pelo menos" devido à sua complexidade.

Zola Bambi, Advogado Associação Mãos Livres

A retoma do julgamento, esta semana, foi possível depois do presidente angolano ter revogado a promoção a brigadeiro de um dos implicados no caso. A promoção tinha levado o o Tribunal Provincial de Luanda (TPL), a 08 de Setembro, a declarar-se incompetente para continuar com o julgamento, uma semana depois de iniciado, por se tratar de um oficial general e por isso sujeito à Justiça Militar. O caso transitou, então, para o Supremo Tribunal. 

Com o regresso do julgamento ao TPL, o advogado Zola Bambi diz que se abriu "um precedente judicial muito importante" e mostra-se optimista quanto ao normal funcionamento da máquina judicial.

Zola Bambi, Advogado Associação Mãos Livres - parte 2

 

 

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