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Moçambique

Moçambique : porta-voz da Renamo de novo detido

António Muchanga, Conselheiro de Estado e porta-voz da Renamo e do seu presidente Afonso Dhlakama
António Muchanga, Conselheiro de Estado e porta-voz da Renamo e do seu presidente Afonso Dhlakama DR
Texto por: Isabel Pinto Machado
7 min

António Muchanga, porta-voz da Renamo e do seu presidente Afonso Dhlakama, foi detido pela polícia esta terça-feira (6/01) em Matola-Rio, nos arredores de Maputo, por alegada convocação de uma marcha não autorizada e incitação à violência.

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António Muchanga foi detido pelas mesmas razões em Julho de 2014, à saída do Conselho de Estado, organismo de que é membro e só foi libertado com a Lei da Amnistia, aprovada por unanimidade pelo parlamento a 12 de Agosto de 2014.

Para Meque Brás, quadro sénior da Renamo, membro da sua Comissão Política e primeiro vice-presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) "a detenção de António Muchanga, mais uma vez, por si só viola os acordos assinados no dia 5 de Setembro entre o Presidente Armando Guebuza e o presidente Afonso Dhlakama...e não só, por detrás dessa detenção há uma série de movimentações das tropas governamentais por toda a região centro e o norte do país....isso é uma violação".

Entretanto a Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que os deputados eleitos a 15 de Outubro, tomarão posse na Assembleia da República em Maputo dia 12 de Janeiro, enquanto os deputados das 10 Assembleias Provinciais tomam posse já amanhã (7/01).

A Renamo apela ao boicote destas cerimónias devido à existência de fraudes massiças nas eleições gerais, Meque Brás confirma que "a Renamo não vai estar presente em nenhuma sessão de tomada de posse, quer nas Assembleias Provinciais, quer na Assembleia da República, não vamos tomar posse, porque não se reconhece os resultados saídos das últimas eleições".

A confirmar-se, este boicote privará os deputados de auferirem dos seus salários, a Renamo não poderá receber o subsídio atribuído pelo Estado aos partidos com representação parlamentar e em última instância, os deputados que não assumirem as suas funções num prazo de até 30 dias a partir da sessão de abertura, perdem automaticamente os seus assentos no Parlamento.

Meque Brás, membro da Comissão Política da Renamo

Deverão no entanto tomar posse os deputados eleitos pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) terceira força política moçambicana, que também contesta os resultados das eleições de 15 de Outubro e a sua validação na semana passada pelo Conselho Constitucional.

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