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Moçambique

Dhlakama diz que vai governar o norte e centro do país

Afonso Dhlakama diz que vai governar o norte e centro do país
Afonso Dhlakama diz que vai governar o norte e centro do país REUTERS/Grant Lee Neuenburg
Texto por: RFI
7 min

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, anunciou hoje num comício na Beira a criação da República do centro e norte de Moçambique, da qual vai ser presidente, não reconhecendo o Governo da Frelimo saído das últimas eleições gerais de 15 de Outubro.

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Foi durante um comício na cidade da Beira, que o líder da Renamo, principal partido da oposição no país, anunciou a criação da República do centro e norte do país da qual será presidente.

"O que nós vamos propor, sem barulho, sem luta... é que eu, Afonso Dhlakama, como o partido que dirijo possamos forma os nossos governos provinciais ... e eu passarei a ser o presidente da região centro e norte. Nem será independência, nem será divisão mas sim, será autonomia governativa, autonomia política e económica."

Anfonso Dhlakama referiu ainda que a Frelimo alegar inconstitucionalidade, o líder da Renamo lembrou que não há nenhuma constituição no mundo que é permanente. " A constituição é feita, é adaptada para os interesses superiores da maioria do povo, e eu sou altamente inteligente a negociar uma emenda constitucional".

Anfonso Dlhakama, líder da Renamo em Moçambique

As declarações do líder da renamo são feitas no mesmo dia em que o chefe de Estado Armando Guebuza exonerou seis ministros, conselheiros e governadores de província eleitos para deputados nas últimas eleições gerais de 15 de Outubro. Resultados que não são reconhecidos pela Renamo e como forma de protesto os seus eleitos não tomaram posse nas assembleias pronvinciais esta semana.

O principal partido de oposição  disse igualmente que os seus deputados eleitos vão boicotar a tomada de posse na Assembleia da República dos deputados, cerimónia prevista para seguinda-feira. Ameaças que não intimidam a Frelimo, como explicou o porto-voz do conselho de ministros, Alberto Nkutumula, que assegurou o acto vai decorrer na data marcada. "O que sucede é que a lei nestes casos não impede a tomada de posse, ou a investidura dos deputados da Assembleia da República que sejam de outros partidos políticos e a Assembleia da República continua a funcionar normalmente".

A tomada do chefe de Estado de Moçambique,Filipe Nyussi, está prevista para 15 de Janeiro. 

Correspondência de Moçambique

Com a colaboração do nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa. 

 

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