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Guiné Bissau

Cabo Verde e Guiné-Bissau assinalam dia dos Heróis Nacionais

Selo com retrato de Amílcar Cabral
Selo com retrato de Amílcar Cabral Source Wikipédia
Texto por: RFI
6 min

Esta é a data que evoca o 42° aniversário do assassínio de Amílcar Cabral, na Guiné Conacri, a 20 de Janeiro de 1973.

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O município cabo-verdiano da Ribeira Grande, em Santo Antão, foi palco das comemorações de 20 de Janeiro. As celebrações foram encabeçadas pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros do arquipélago, Démis Lobo Almeida.

Na Cidade da Praia, o dia dos Heróis Nacionais foi marcado pela tradicional deposição de uma coroa de flores no memorial Amílcar Cabral pelo Chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, que presidiu à conferência "O ideário de libertação - factos, processos e utopias" em homenagem aos heróis nacionais 

Já na Guiné-Bissau foram, igualmente, depositadas coroas de flores no Mausoléu de Amílcar Cabral, junto da Fortaleza de Amura, na rotunda do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, assim como pela primeira vez na campa do Presidente da República João Bernardo Vieira (Nino), no cemitério Municipal de Bissau.

O  Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) lançou um apelo para que haja consenso nacional de forma a tranquilizar o país. Domingos Simões Pereira aproveitou as comemorações do 42° aniversário do assassínio de Amílcar Cabral, fundador da nacionalidade guineense, para pedir que o deixem trabalhar. Num discurso emotivo e em crioulo, o primeiro-ministro afirmou que é a preocupação de muita gente o relacionamento que possa existir entre os principais dirigentes do país, como relata o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência da Guiné-Bissau, Mussá Baldé

O vice-presidente do PAIGC em França, Dembo Canté, descreve o dia dos heróis da nação como um símbolo de "todas as datas, a perda de todos os patriotas e de grandes combatentes que participaram nesta luta" pela independência. No entanto, para o membro da Diáspora da Guiné Bissau residente em França, o dia de hoje, também serve de reflexão para projectar um futuro mais pacífico "que passa pela paz, fraternidade, justiça, liberdade. O sonho desses homens que deram o máximo deles mesmos para uma nação guineense que temos hoje".

Vice-presidente do PAIGC em França, Dembo Cante

Há 42 anos Amílcar Cabral era assassinado na Guiné-Conacri. Até hoje as circunstâncias da sua morte permanecem em voltas em mistério. O pai das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde nasceu em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, e levou a cabo uma luta pelas independências da então Guiné portuguesa e o arquipélago cabo-verdiano, de onde eram originários os seus pais, os dois territórios que em 1973 estavam sob tutela de Lisboa.

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