QUÉNIA

Carnificina no Quénia

Estudantes a ser evacuados da Universidade de Garissa, durante o ataque terrorista a 2 de Abril de 2015
Estudantes a ser evacuados da Universidade de Garissa, durante o ataque terrorista a 2 de Abril de 2015 Mandatory credit REUTERS/Citizen TV via Reuters

Pelo menos 147 pessoas morreram no Quénia no ataque mais mortífero desde 1998. Islamitas somalis entraram na quinta de manhã na zona universitária de Garissa, leste do país, tendo raptado os estudantes não muçulmanos, afirmam as autoridades. Só ao fim de 13 horas foi possível por cobro ao ataque, 4 presumíveis terroristas acabaram por accionar os explosivos que tinham e morreram no local.

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Os islamitas somalis shebab, vinculados à Al-Qaeda, reivindicaram o ataque ao campus da Universidade de Garissa,  leste do Quénia, a 150 quilómetros da fronteira com a Somálaia, implicando o sequestro de estudantes cristãos .

50 alunos tinham sido libertados, alegadamente muçulmanos, sem explicar as circunstâncias. A Cruz Vermelha informou que 30 feridos foram internados num hospital, quatro dos quais em estado crítico, que foram levados de avião para a capital Nairóbi, situada a 350 quilómetros.

O minsitro do interior, Joseph Nkaissery, afirmou que o Quénia não se vai deixar intimidar.

A intervenção militar queniana na vizinha Somália contra as milícias shebab já motivou vários ataques terroristas de represália no Quénia, incluindo na capital Nairobi.

Rita Martins, portuguesa a residir no Quénia e ciadora da Fundação Hodi Kibera ,comentou a Leonardo SIlva o contexto depois do atentado ocorrido na Universidade Moi de Garissa e os avisos à população deixados pelas autoridades.

 

Rita Martins, testemunho do Quénia

 

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