GUINÉ-BISSAU

Proibido cortar árvores na Guiné-Bissau

Arquivo. DR.
Arquivo. DR. Reuters

Na Guiné-Bissau uma moratória do executivo impede que nos próximos cinco anos se cortem árvores da floresta para extracção de madeira. O objectivo, segundo as autoridades, é permitir o reflorestamento no país.

Publicidade

O Governo guineense considera de "extrema gravidade" a situação das florestas do país e afirmou ainda que a exploração actual é "um autêntico atentado contra o equilíbrio ambiental" do território.

O executivo decidiu "declarar uma moratória no corte de árvores de madeira e a correspondente reflorestação" nos próximos cinco anos, sendo proibido o corte de madeira em toda a extensão do território guineense.

A população rural também é chamada a participar na observância da decisão do Governo, bem como na preservação do eco-sistema.

Foi também ordenado às estruturas competentes do Estado para escoarem para Bissau toda a madeira já cortada, cerca de 140 mil "toros", que será confiscada e cujo destino será determinado numa sessão do Conselho de Ministros a ser convocada. A venda deverá ser efectuada em hasta pública. A madeira, segundo o executivo, foi cortada de maneira "ilegal" nos últimos dois anos.

O deputado Mário Dias Sami, presidente da comissão parlamentar para as questões do ambiente, defendeu que a justiça devia julgar e condenar os responsáveis pelo corte da floresta guineense.

Mais pormenores com o nosso correspondente na Guiné-Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.