NIGÉRIA

Mais de 200 nigerianas continuam desaparecidas um ano depois

As nigerianas reuniram-se hoje, 14 de Abril de 2015, um ano após o rapto de mais de 200 adolescentes pelo grupo Boko Haram.
As nigerianas reuniram-se hoje, 14 de Abril de 2015, um ano após o rapto de mais de 200 adolescentes pelo grupo Boko Haram. REUTERS/Afolabi Sotunde

Esta terça-feira assinala-se um ano do rapto de 276 alunas de um liceu em Chibok, no nordeste da Nigéria. 219 adolescentes continuam nas mãos do Boko Haram.

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Foi a 14 de Abril do ano passado, durante a noite, que 276 adolescentes foram sequestradas no dormitório do liceu de Chibok, uma pequena localidade do nordeste da Nigéria. Horas depois, 57 estudantes conseguiram escapar mas o rasto das restantes 219 perdeu-se até hoje.

O sequestro tinha sido reivindicado pelos islamitas radicais do grupo Boko Haram que, em Maio do ano passado, publicou um vídeo na internet a mostrar uma centena de adolescentes a recitar o Corão.

Um ano depois, apesar da campanha de solidariedade mundial #BringBackOurGirls - que juntou desde a primeira dama norte-americana Michelle Obama à Prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai – as adolescentes continuam nas mãos do Boko Haram.

Entretanto, o recém-eleito presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, reconheceu a dificuldade em encontrar as 219 raparigas e disse não poder prometer encontrá-las.

Liantu Andrawus, de 20 anos,  foi obrigada a converter-se ao Islão e a casar à força. Liantu era cristã e originária de Gwoza, a localidade onde o Boko Haram tentou impor um califado há alguns meses. Uma entrevista de Bineta Diagne.

Liantu Andrawus

António Luvualu, politólogo angolano, mostra-se confiante nas novas autoridades da Nigéria para descobrir o paradeiro das raparigas e comenta o papel que Angola poderia vir a ter no combate ao extremismo islâmico na Nigéria.

António Luvualu de Carvalho, Politólogo

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