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África/EUA

Obama pede igualdade de direitos para gays na África

Os presidentes Barack Obama e Uhuru Kenyatta durante coletiva à imprensa neste sábado (25) em Nairóbi.
Os presidentes Barack Obama e Uhuru Kenyatta durante coletiva à imprensa neste sábado (25) em Nairóbi. Reuters
Texto por: RFI
3 min

Barack Obama defendeu neste sábado (25), no Quênia, a igualdade de direitos para os homossexuais e comparou a homofobia com a discriminação racial que sofreu nos Estados Unidos. O presidente norte-americano fez a declaração em entrevista coletiva após seu primeiro encontro bilateral com o queniano, Uhuru Kanyatta. Obama chegou ontem (24) à noite a Nairóbi para sua primeira visita oficial ao país africano, terra natal de seu pai.

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A questão dos direitos dos homossexuais não estava na agenda oficial das conversas entre Obama e Uhuru Kenyatta, mas os dois presidentes abordaram o tema neste sábado. "Fui coerente em toda a África sobre este tema. Acredito no princípio de tratar as pessoas com igualdade perante a lei (...) e o Estado não deveria discriminar com base na orientação sexual", disse o líder norte-americano durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente queniano.

Obama também disse aos jornalistas que como "americano de origem africana" tem dolorosamente consciência das consequências da discriminação. No domingo (26), ele planeja se reunir com membros da sociedade civil, que lamentam as crescentes restrições às liberdades no país.

Terrorismo

A luta contra o terrorismo é um dos principais temas da visita de Obama ao Quênia. No encontro bilateral neste sábado, o presidente Uhuru Kanyatta disse que a insegurança é um dos grandes problemas do país e que o Quênia precisa de parceiros para combatê-lo.

Os Estados Unidos são um importante sócio do Quênia em matéria de segurança. As tropas do Quênia participam da missão da União Africana na Somália (Amisom), onde os drones americanos realizam bombardeios regularmente. Sobre os extremistas do Al-Shebab, Obama avalia que eles estão enfraquecidos no leste da África, mas que continuam presentes na região e ainda representam um risco

O Al-Shebab foi o responsável pelo tiroteio no centro comercial Westgate de Nairóbi, que deixou 67 mortos em 2013, ou pelo massacre de 148 pessoas na Universidade de Garissa, no nordeste do país, em abril passado. Após o encontro com o presidente queniano, Obama visitou o monumento em memória das vítimas do atentado da Al-Qaeda contra a embaixada americana em Nairóbi de 1998, que deixou 224 mortos.

África em movimento

O primeiro compromisso neste sábado foi um fórum econômico em Nairóbi, quando Obama elogiou o espírito empresarial africano afirmando que “a África está em movimento”. O presidente americano fica no Quênia até domingo (26). De Nairóbi, ele segue para a Etiópia.
 

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