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África do Sul/zika

África do Sul confirma primeiro caso de zika vírus

Soldados brasileiros passam repelente antes de distribuírem panfletos contra o zika
Soldados brasileiros passam repelente antes de distribuírem panfletos contra o zika REUTERS/Adriano Machado
Texto por: RFI
3 min

A África do Sul confirmou neste sábado (20) o primeiro caso do zika vírus. O paciente é um homem de negócios colombiano que visitava Johnnanesburgo, de acordo com o ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi.

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O homem já está curado, mas a situação mostra como a circulação de pessoas poderá espalhar rapidamente o vírus, principalmente no verão. De acordo com o último relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), o zika já tem transmissão local em 34 países, sendo 27 na América Latina e Caribe. Além disso, o vírus foi detectado em países dos oceanos Índico e Pacífico, e também pode estar presente na África. Nos Estados Unidos, não foram registradas infecções locais e cerca de 15 países europeus já receberam pacientes contaminados.

Comprovação da relação com microcefalia

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde declarou que serão necessários meses para comprovar a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia em recém-nascidos, apesar dos indícios. “Há um acúmulo de fatores que favorecem essa conclusão”, disse o diretor-geral adjunto da Organização Mundial de Saúde, Bruce Aylward.

O vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, é suspeito de provocar a microcefalia, que se caracteriza por uma redução do perímetro craniano, afetando o desenvolvimento intelectual dos recém-nascidos, e a síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que pode causar uma paralisia irreversível ou a morte.

"Vírus é culpado até que alguém prove sua inocência"

Por enquanto, segundo o diretor da OMS, “o vírus é considerado culpado até que alguém prove sua inocência”. De acordo com ele, os pesquisadores deverão comprovar primeiro a ligação com a síndrome, já que ela em geral aparece três semanas depois da contaminação.

Nos casos de microcefalia, será preciso tempo para verificar um pico nos bebês que nasceram de mães que contraíram o vírus durante a gravidez. O Brasil é o país mais afetado, com cerca de 1,5 milhão de pessoas contaminadas desde 2015, seguido da Colômbia. Na quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou uma alta de 10% do número de bebês com microcefalia.
 

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