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Brasil-África

"CPLP deveria ser melhor aproveitada pelos seus membros", diz pesquisador

Áudio 03:13
@cplp
Por: RFI
6 min

Adriano Freixo é um dos mais conceituados pesquisadores brasileiros em política externa e relações internacionais do mundo lusófono, tema sobre o qual tem vários trabalhos publicados. Doutorado em História Social pela UFRJ , hoje ele coordena um curso de graduação e o Laboratório de Estudos sobre Política Exterior Brasileira (LEPED), ao mesmo tempo que dirige uma recém iniciada coleção de livros sobre a realidade do país.

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Jonuel Gonçalves, especial para a RFI

 A CPLP completa 20 anos e Adriano Freixo pensa que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa representa um instrumento internacional que deveria ser melhor aproveitado pelos estados membros. Na verdade, o Brasil dá pouca atenção à entidade, embora já tenha tido dois secretários executivos à frente do órgão. Esta situação melhorou um pouco durante o governo Lula, diz Adriano Freixo, mas as iniciativas ainda são insuficientes.

A CPLP  continua sendo alvo de críticas por vários setores intelectuais dos oito países componentes, por não criar uma dinâmica entre os membros. Apesar disso, funciona como um fórum de aproximação entre esses países e Adriano Freixo vê sua existência como propícia ao desenvolvimento de laços entre Brasil e os Palops (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).

"A CPLP se for realizada em toda sua amplitude pode ter uma grande importância", diz Freixo. Principalmente porque ela pode funcionar como uma porta de entrada do Brasil no continente africano. Por outro lado, para os países africanos, ela é importante como um instrumento de "pertencimento internacional", que pode ligar esses países à América do Sul, mas também à União Europeia via Portugal", explica. "Só que não está sendo realizada em todas suas potencialidades", conclui Freixo.

 

 

 

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