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Brasil-África

Médico da USP se prepara para regata entre África do Sul e Brasil

Áudio 03:41
O veleiro do médico angolano José Guilherme Caldas.
O veleiro do médico angolano José Guilherme Caldas. DR
7 min

"Mais importante que o destino, é o caminho". Este parece ser o lema dos participantes da regata Cape to Rio, uma corrida que atravessa o oceano Atlântico a cada três anos. Como o nome já diz, os veleiros partem da Cidade do Cabo, na África do Sul, e chegam no Rio de Janeiro. 

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Amanda Lourenço, correspondente da RFI na África do Sul

A primeira corrida aconteceu em 1971 e já teve como destino outras cidades, como Salvador e Punta del Este, no Uruguai. A próxima edição acontece em janeiro do ano que vem e as equipes já começaram a se preparar.

Entre os participantes está José Guilherme Caldas, um angolano de 55 anos que mora no Brasil desde a adolescência. Ele é médico neuroradiologista e professor da USP e veleja desde os 9 anos de idade. Está será sua segunda participação na regata. "Já atravessei o oceano Atlântico sete vezes, uma delas sozinho. Em 2014 participei da Cape to Rio representando Angola. Tínhamos uma tripulação mista com brasileiros também", conta. "Queria ter uma participação de Angola nessa regata icônica, muito importante antes da revolução e que está novamente ganhando força depois da queda do apartheid", completa Caldas.

Da última vez, o médico ficou em sétimo lugar e não gostou do resultado: "Nós tivemos um problema sério na saída, uma parte do mastro quebrou e por causa disso nosso desempenho foi apenas razoável. Não fiquei muito satisfeito e espero ter uma participação melhor", conta. Para a próxima regata, ele trocou de barco e substituiu a equipe de nove pessoas por apenas uma dupla. Será apenas Caldas e o brasileiro Leonardo Chicourel, velejador profissional.

Atravessar o oceano pode ser extremamente perigoso. Na última regata, um homem morreu em um acidente envolvendo outro barco angolano, onde outras três pessoas ficaram feridas. "O maior desafio é a saída da Cidade do Cabo, onde os ventos são extremamente fortes. Em 2014 chegamos a pegar 62 nós de vento [o equivalente a 115 km/h]. Um barco afundou e outros dez abandonaram a regata", lembra o capitão. "Três dias depois tudo fica mais tranquilo, mas em compensação você não pode entrar na alta pressão, senão você fica sem vento", explica Caldas.

A regata começa dia 1º de janeiro de 2017.

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