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Itália/Imigração

Itália vai ajudar financeiramente países africanos para diminuir fluxo migratório

Migrantes resgatados pela Guarda Costeira italiana chegam no porto de Pozzallo, na Sicília, em imagem de 31 de agosto de 2016.
Migrantes resgatados pela Guarda Costeira italiana chegam no porto de Pozzallo, na Sicília, em imagem de 31 de agosto de 2016. REUTERS/ Antonio Parrinello
Texto por: RFI
2 min

O governo italiano anunciou nesta quarta-feira (1°) a criação de um fundo de € 200 milhões destinado a ajudar vários países da África. O objetivo é tentar reduzir os fluxos de migrantes ilegais com destino à península.

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Previsto pela lei de finanças 2017, este "Fundo África" tem por objetivo evitar as partidas de migrantes do sul do Mediterrâneo, declarou o ministro das Relações Exteriores italiano, Angelino Alfano, durante a assinatura do decreto que ativa este dispositivo. Diferente do valor habitualmente consagrado à cooperação para o desenvolvimento, este novo fundo está dedicado "à luta contra o tráfico de seres humanos e à imigração clandestina", explicou o chefe da diplomacia italiana.

A verba concedida aos Estados poderá ser consagrada à formação de forças de segurança, equipamentos ou instrumentos técnicos que ajudem a reforçar as "fronteiras externas" da Itália. "Doamos dinheiro a estes países, mas em troca eles devem utilizá-lo para reduzir o número de migrantes clandestinos que chegam a nós", insistiu Alfano.

As três nações africanas que mais devem beneficiar da medida são Líbia, Níger e Tunísia. Os países são os pontos de partida ou de trânsito de uma grande parte dos migrantes que chegam todos os anos à costa italiana.

"Não construímos um muro no Mediterrâneo, não poderíamos fazer isso e também não faríamos", insistiu Alfano. A declaração foi vista como uma alusão à política migratória do novo presidente norte-americano, Donald Trump.

A Itália recebeu mais de 180 mil migrantes em seu litoral em 2016. Diante desse número recorde, o país já avisou que pretende aumentar as expulsões dos clandestinos ou daqueles que não têm direito ao status de exilado no país.

(Com informações da AFP)

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