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EUA/Impeachment

Impeachment: Embaixador dos EUA na UE diz que obedeceu Trump sobre Ucrânia

O embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland.
O embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland. REUTERS/Francois Lenoir
Texto por: RFI
3 min

O embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, é uma das testemunhas-chave da investigação que pode levar ao impeachment do presidente Donald Trump. Em declaração nesta quarta-feira (20) no Congresso americano, ele implicou diretamente o presidente americano no escândalo sobre os pedidos de Washington à Ucrânia. Sondland garantiu que seguiu as ordens Trump no caso.

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"Seguimos diretamente as ordens do presidente", declarou o embaixador. Sondland afirmou que os diplomatas americanos tiveram que trabalhar, a pedido de Trump, com seu advogado pessoal, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani. "Não queríamos trabalhar com Giuliani", disse o enviado dos Estados Unidos à União Europeia.

Ele também indicou que Trump condicionou um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, à abertura por Kiev de uma investigação contra o ex-vice-presidente Joe Biden, um dos principais adversários do líder republicano nas eleições presidenciais de 2020. “Como testemunhei anteriormente, os pedidos de Giuliani foram um ‘quid pro quo’ (uma coisa em troca de outra) para organizar uma visita do presidente Zelenski à Casa Branca”, afirmou o diplomata.

Ele confirmou que os Estados Unidos suspenderam a ajuda à segurança da Ucrânia, envolvida em um conflito com separatistas pró-Rússia no leste daquele país, mas disse não ter recebido uma resposta clara sobre o motivo. "Quando soubemos que a Casa Branca também havia suspendido a ajuda à segurança da Ucrânia, eu era categoricamente contrário a qualquer suspensão da mesma, uma vez que os ucranianos precisavam dessa verba para lutar contra as agressões", assinalou.

Apoio à festa de Trump

Sondland, um executivo bem-sucedido, foi nomeado embaixador após ter financiado os festejos da posse de Trump. Mas depois do depoimento dele hoje no Congresso, o presidente americano afirmou que não o conhece muito bem e que “falou pouco com ele”. No entanto, num tuíte de 8 de outubro, ele se mostrava menos distante ao escrever que “adoraria que o embaixador, um homem de bem e um grande americano, testemunhasse” no caso.

A caminho de se tornar o terceiro presidente americano a ser submetido a um processo de impeachment, Trump afirma que não fez nada de mal, que não houve nada irregular na conversa, e chamou a investigação de "caça às bruxas".

O processo de impeachment foi lançado pelos democratas depois da revelação de uma conversa telefônica entre Trump e o presidente ucraniano, em 25 de julho. No telefonema, o chefe da Casa Branca pedia a Zelenski para investigar a participação dos democratas americanos na empresa de gás Burisma, que tinha em seu conselho de administração Hunter Biden, filho de Joe Biden.

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