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Argentina/Coronavírus

Argentina registra 1ª morte por coronavirus na América Latina; vítima foi contaminada na França

Mulhres cobrem os rostos ao deixar o Hospital Cosme Argerich, de Buenos Aires, onde morreu a primeira vítima do coronavírus do país e da América Latina.
Mulhres cobrem os rostos ao deixar o Hospital Cosme Argerich, de Buenos Aires, onde morreu a primeira vítima do coronavírus do país e da América Latina. REUTERS/ Mariana Greif
Texto por: Márcio Resende
3 min

O primeiro morto por coronavírus na América Latina é um argentino, de 64 anos, que esteve na França. Ele faleceu na manhã deste sábado (07), confirmou o Ministério da Saúde argentino em um comunicado.

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Correspondente da RFI em Buenos Aires

Somente na noite deste sábado, as autoridades sanitárias confirmaram a morte do primeiro latino-americano, vítima do coronavírus. De acordo com o boletim médico do hospital Cosme Argerich de Buenos Aires, o paciente Guillermo Abel Gómez, de 64 anos, tinha chegado de Paris no dia 25 de fevereiro, mas sem sintomas do Covid-19. Três dias depois, no entanto, o paciente apresentou sonolência, falta de apetite, febre, tosse e dor de garganta.

Foi internado na quarta-feira (04) já com um quadro respiratório grave, sendo necessário a ajuda de aparelhos. Ficou em quarentena à espera do resultado do teste para coronavírus. O resultado positivo chegou na tarde deste sábado, quando o paciente já estava morto. "Contribuiu para a rapidez do desenlace o fato de o paciente ser diabético, hipertenso, ter bronquite e insuficiência renal crônicas", conclui o boletim médico.

"Ao contrário de todos os demais casos em que os pacientes apresentam bom estado de saúde apesar de terem o vírus, este paciente entrou no hospital com muita dificuldade de respiratória, precisando de aparelhos. Era um quadro de pneumonia devido a outras patologias prévias", explicou o diretor de Hospitais da Cidade de Buenos Aires, Sergio Auger.

Os responsáveis pelo hospital na capital argentina tentaram proteger a esposa do paciente, que se negou ao isolamento domiciliar para acompanhar o marido até o final.

O paciente morto é o décimo caso de coronavírus na Argentina e o primeiro de um argentino que se contagiou na França. Os outros nove são de casos "importados" do Norte da Itália, país com forte ligação com a Argentina, onde boa parte das famílias são de origem italiana.

A Argentina confirmou o seu primeiro caso de coronavírus na segunda-feira (02). Cinco dias depois, confirma a primeira morte que também é a primeira vítima fatal em toda a América Latina.

Governo decreta licenças para casos suspeitos

Neste sábado, o governo argentino publicou duas resoluções com licenças trabalhista e escolar em relação ao surto de coronavírus. São medidas extraordinárias para aqueles que viajaram ao exterior.

O Ministério do Trabalho decretou que os trabalhadores, tanto do setor público quanto do privado, que visitaram recentemente países estrangeiros e que possam ter sido expostos ao vírus, fiquem em suas casas por 14 dias e que não exponham os colegas de trabalho ao risco de infecção. A medida visa o cumprimento de protocolos de isolamento para prevenir mais contágios e garante a continuidade dos rendimentos do trabalhador licenciado.

A segunda medida vem do Ministério da Educação para estudantes, professores e pessoal dos estabelecimentos de ensino do país, tanto públicos quanto privados. Aqueles que tiverem viajado a zonas afetadas pelo coronavírus não devem frequentar as aulas por 14 dias, permanecendo nos seus lares para evitar a disseminação da doença.

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