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EUA têm maior taxa de desemprego em 90 anos e perdem vagas criadas durante uma década de crescimento

O presidente americano, Donald Trump, enfrenta um possível foco de Covid-19 na Casa Branca.
O presidente americano, Donald Trump, enfrenta um possível foco de Covid-19 na Casa Branca. AFP
Texto por: RFI
3 min

A pandemia do coronavírus provocou a maior taxa de desemprego em quase um século nos Estados Unidos. Cerca de 20,5 milhões de empregos foram destruídos em abril, elevando a taxa de desemprego de 4,4% para 14,7%, segundo o primeiro relatório oficial que registra o impacto do fechamento de fábricas, lojas e restaurantes.

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Em dois meses, a primeira potência econômica mundial perdeu a quase totalidade dos empregos criados em dez anos de crescimento, fazendo o desemprego aumentar a um nível comparável aos da crise dos anos de 1930. O vizinho Canadá registrou 13% de desemprego no mesmo período, reforçando a perspectiva sombria que se soma à recessão anunciada para este ano na Europa.

A redução maciça do emprego nos Estados Unidos no mês passado, embora histórica, não foi tão ruim quanto se temia e não conseguiu prejudicar a confiança do mercado. As bolsas de valores mundiais fecharam em alta na sexta-feira (8), otimistas com a retomada da atividade econômica em vários estados americanos e países europeus.

O presidente americano, Donald Trump, que busca a reeleição em novembro, subestimou os dados, dizendo que não estava surpreso. A recuperação "será impressionante", prometeu.

Um foco na Casa Branca?

O medo de que a Casa Branca se torne um foco infeccioso, após Trump pressionar pela reativação da economia no país, cresceu com a notícia de que a porta-voz do vice-presidente Mike Pence foi diagnosticada com o novo coronavírus um dia depois de um assessor próximo ao presidente ter apresentado o mesmo resultado.

A secretária de imprensa de Trump disse que o presidente e Pence são examinados diariamente, embora nenhum deles use uma máscara, conforme recomendado pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos têm o maior número de infectados no mundo: 1,28 milhão de casos diagnosticados. Segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins divulgada na sexta-feira (8), 1.635 morreram por conta do coronavírus nas últimas 24 horas, elevando para mais de 77.000 o número total de mortos pela epidemia de Covid-19 no país. A agência federal do medicamento FDA aprovou um novo teste de saliva coletado em casa para acelerar o diagnóstico da doença.

Em Nova York, o epicentro do surto no país, um menino de cinco anos morreu depois de apresentar sintomas da doença de Kawasaki e da síndrome do "choque tóxico", possivelmente ligada ao coronavírus. O estado de Nova York registrou 73 casos de crianças gravemente doentes com esses sintomas inflamatórios.

Duas em cada três pessoas nos Estados Unidos não aprovam a retomada das atividades econômicas, de acordo com uma pesquisa da ABC News/Ipsos, que indica que 57% desaprovam como Trump trata a crise.

Comércios da Califórnia reabrem com cautela

As autoridades da Califórnia decidiram flexibilizar o confinamento imposto há sete semanas para conter a disseminação do vírus, permitindo a alguns comércios, como livrarias, lojas de música e roupas, além das floriculturas, retomarem as vendas. Mas poucos comerciantes decidiram voltar ao trabalho.

Nesta primeira fase de reabertura, os clientes não podem entrar e passear pelas lojas. Os pedidos são recuperados na calçada.

As concessionárias de carros também receberam autorização para reabertura sob estritas medidas de distanciamento social nos 'show rooms'.

A Califórnia soma mais de 2.250 mortes por Covid-19, 60% delas no condado de Los Angeles.

Com informações da AFP

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