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Policial acusado de morte de negro é preso nos Estados Unidos

O policial Dereck Chauvin que foi preso nesta sexta-feira (29), aparece na foto imobilizando George Floyd em 25 de maio, em Minneapolis.
O policial Dereck Chauvin que foi preso nesta sexta-feira (29), aparece na foto imobilizando George Floyd em 25 de maio, em Minneapolis. Facebook/Darnella Frazier/AFP
Texto por: RFI
2 min

O ex-policial de Minneapolis, demitido após ter sido flagrado asfixiando um homem negro até a morte, foi preso nesta sexta-feira (29). A informação foi confirmada à imprensa pelas autoridades de segurança da cidade. A morte de George Floyd gerou revolta nos Estados Unidos.

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“O ex-policial de Minneapolis, Derek Chauvin, foi indiciado pela promotoria do condado de Hennepin por homicídio em 3o grau”, declarou o procurador Mike Freeman. Pouco antes, o departamento de Segurança Civil de Minnesota tinha anunciado a prisão de Derek Chauvin.

Freeman disse ainda que acusações adicionais podem ser apresentadas contra os outros três policiais suspeitos de envolvimento na morte de George Floyd, mas se recusou a abordar essas possíveis medidas.

O ex-presidente Barack Obama reagiu ao caso através de um comunicado nesta sexta-feira, publicado em sua conta no Twitter. “Isso não deveria ser ‘normal’ na América de 2020. Isso não pode ser ‘normal’”, afirmou. “Se queremos que nossos filhos cresçam em um país à altura de seus ideais, nós podemos e devemos fazer melhor.”

Na declaração, Obama disse que compartilha o “mesmo sofrimento” de “milhões de outros” diante desta morte.

Confrontos

A cidade de Minneapolis, no norte dos Estados Unidos, é palco de confrontos desde a morte do de  Floyd. Até então, as manifestações vinham sendo pacíficas, mas na quinta-feira (28) a violência dominou os protestos. Os participantes incendiaram a delegacia onde trabalhavam os policiais envolvidos e cometeram saques.

A polícia jogou gás lacrimogêneo, mas de maneira “esporádica”, ressalta o enviado especial da RFI em Minneapolis, Eric Salve. Na quinta-feira (28), muitos dos participantes dos tumultos não esconderam que privilegiavam a violência como modo de ação política.

“Temos protestado de maneira pacífica durante anos, e isso não nos levou a lugar nenhum. Não somos ouvidos”, diz Rachel, uma manifestante ouvida pela RFI. “Então, vocês esperam o quê? Que continuemos de braços cruzados até a próxima morte? Não, agora é hora de passar à ação!”

Na frente da loja onde George Floyd morreu, as manifestações foram mais tranquilas, constatou o repórter da RFI. Vários pastores vieram rezar diante do memorial improvisado, onde anônimos depositaram buquês de flores e cartazes pedindo justiça para George Floyd ou com os dizeres “Não posso respirar”. Essas foram as últimas palavras do afroamericano, cuja morte foi filmada pelas pessoas que passavam no local – ele teve o pescoço prensado contra a calçada.

 

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