Casos de Covid-19 aumentam nos EUA e Texas suspende reabertura do comércio

O comércio do Texas foi um dos primeiros a reabrir suas portas, mas finalmente as autoridades decidiram interromper o relaxamento da quarentena.
O comércio do Texas foi um dos primeiros a reabrir suas portas, mas finalmente as autoridades decidiram interromper o relaxamento da quarentena. AP - Eric Gay

O governador do Texas anunciou nesta quinta-feira (25) uma "pausa" no processo de relaxamento da quarentena. O estado foi um dos primeiros a reativar sua economia desde o início da pandemia de coronavírus. Mas o aumento de novos casos de Covid-19 na região fez as autoridades locais mudarem de estratégia.

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"Essa pausa temporária ajudará nosso estado a conter a disseminação (do novo coronavírus) até que possamos entrar na nova fase da reativação do comércio", disse em comunicado o governador Greg Abbo, que também pede à população para usar máscaras de proteção facial e respeitar o distanciamento físico.

O Texas havia saído na frente no processo de relaxamento da quarentena nos Estados Unidos. Desde 1º de maio, restaurantes, shoppings e lojas reabriram com capacidade reduzida. Bares e salões de beleza fizeram o mesmo semanas depois. Atualmente, os restaurantes já recebem 75% de sua capacidade habitual.

Os texanos estão entre os mais afetados pela pandemia. Se no início da propagação o estado havia sido relativamente poupado, em relação a Nova York, o número de pacientes nos hospitais texanos bate recordes diários há quase duas semanas.

Abbo anunciou que a partir da sexta-feira (26), as cirurgias não essenciais que estavam marcadas nas principais cidades do estado serão suspensas. Segundo o governador, essa será "uma forma de garantir que os hospitais continuem a ter leitos suficientes para atender pacientes com a Covid-19".

Aumento de casos em 12 estados americanos

Pelo menos 12 estados norte-americanos já constataram um aumento recorde no número de novas contaminações. Além do Texas, a situação é delicada no Arizona, Alabama, Califórnia, Carolina do Sul, Flórida, Idaho, Mississippi, Missouri, Nevada, Oklahoma e Wyoming.

Apesar dessa recrudescência, o secretário federal da Saúde, Alex Azar, minimizou os números. “Nós trabalhamos firme com os estados e as autoridades locais, mas é importante que os americanos saibam que se trata de uma situação localizada”, disse Azar nesta quinta-feira. “Os condados que são considerados focos de contaminação representam 3% dos condados do país”, declarou em entrevista à Fox News.

Os Estados Unidos registram o maior número de mortos na pandemia, com mais de 122 mil vítimas da Covid-19. O país é seguido por Brasil (mais de 53 mil óbitos), Reino Unido (cerca de 43 mil), Itália (mais de 34 mil) e França (quase 30 mil).

Com informações da AFP

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