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Coronavírus não poupa “líderes” políticos na América Latina

O presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, foi diagnosticado com coronavírus.
O presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, foi diagnosticado com coronavírus. AFP
Texto por: RFI
3 min

Enquanto a epidemia de Covid-19 continua devastando a América Latina, o coronavírus afeta, também, suas lideranças políticas: Bolívia, Venezuela e Brasil são alguns países que tiveram autoridades testadas como positivo para o vírus.  

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A presidente interina da Bolivia Jeanine Anhéz, candidata na eleição presidencial do dia 6 de setembro, anunciou nesta quinta-feira (9) seu diagnóstico de coronavírus. O número dois do regime venezuelano e do partido presidencial (PSUV), Diosdado Cabello, presidente da Assembleia constituinte, também testou positivo e está em isolamento.

As duas confirmações acontecem alguns dias depois do presidente brasileiro comunicar que está com coronavírus. Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (7) que obteve resultado positivo em seu teste de Covid-19, depois de ter minimizado a pandemia e ter sido contrário às medidas de isolamento preconizadas pela comunidade internacional.

O Brasil continua sendo o país mais afetado da América Latina e a segundo no mundo, com pelo menos 69.184 mortes em mais de 1,75 milhão de casos. Desde o início da pandemia, Bolsonaro, de 65 anos, esteve em aglomerações sem tomar precauções. Na quinta-feira, ele defendeu novamente o uso da hidroxicloroquina, uma droga considerada controversa pela comunidade científica.

Em El Salvador, a capital, San Salvador, está em uma "fase crítica" da epidemia, de acordo com a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), enquanto o México registrou um novo recorde de casos diários nesta quinta-feira (10) com mais 7.280 ocorrências, para um total de 282.283 pacientes e 33.526 mortos.

Novos focos e preocupação  

Enquanto no continente americano a epidemia demora a atingir o pico de contaminações, a incidência do vírus diminuiu em outras partes do mundo. Porém, não sem o surgimento de novos focos.

Na Austrália (aproximadamente 9.000 casos por 106 mortos), os cinco milhões de habitantes de Melbourne foram confinados por seis semanas e as fronteiras do estado de Victoria foram fechadas.

Hong Kong anunciou o fechamento de todas as suas escolas a partir de segunda-feira (13), alguns dias antes das férias de verão, devido a um "aumento exponencial" na contaminação.

 

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