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Estados Unidos realizam primeira execução federal em 17 anos

A penitenciária federal americana de Terre Haute onde foi executado nesta terça-feira, 14 de julho de 2020, o supremacista Daniel Lewis Lee.
A penitenciária federal americana de Terre Haute onde foi executado nesta terça-feira, 14 de julho de 2020, o supremacista Daniel Lewis Lee. AP - Michael Conroy
Texto por: RFI
3 min

O supremacista Daniel Lewis Lee foi executado nesta terça-feira (14), poucas horas depois da Corte Suprema dos Estados Unidos ter confirmado e autorizado a sentença por cinco votos a favor e quatro contra. Esta é a primeira execução federal em 17 anos no país.

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Com informações da correspondente da RFI em Washington Maria Peña

Lee morreu insistindo que era inocente e criticou o sistema judiciário americano que, segundo ele, ignora as evidências, informou a imprensa local. No entanto, ele havia sido condenado à pena capital em 1999 pelo assassinato de três integrantes de uma mesma família em 1999. O crime ocorreu três anos antes da sentença e ele aguardava a execução da pena na prisão federal de Terre Haute, no estado de Indiana.

Daniel Lewis Lee, foi condenado à morte pelo assassinato de uma garota e seus pais em 1996 durante um assalto, para obter fundos para a "República Popular dos Povos Arianos".

O supremacista branco, de 47 anos, foi executado por uma injeção letal após uma intensa batalha judicial que deverá criar jurisprudência e permitir a execução de outros três prisioneiros, também condenados à morte por delitos federais.

A execução estava prevista para esta segunda-feira (13), mas a juíza Tanya Chutkan ordenou a suspensão temporária da sentença para permitir recursos à utilização do protocolo de injeções letais.

A advogada de Lee, Ruth Friedman, denunciou em um comunicado o "vergonhoso" processo que levou à morte do condenado. Ela disse que seu cliente esperou por quatro horas na cama, no local da execução, antes de receber a injeção letal.

O Departamento de Justiça americano restabeleceu a pena de morte federal no ano passado, após um lapso de quase 20 ano, argumentando que a sentença é necessária para castigar os delitos graves.

Outra execução prevista nesta quarta-feira

A Corte Suprema estima que Lee e outros detidos "não fizeram o necessário para justificar uma intervenção no último momento de um tribunal federal". O próximo condenado à morte que pode ser executado já nesta quarta-feira (15) é Wesley Purkey, de 68 anos, também detido na prisão de Terre Haute.

Earlene Peterson, mãe e avô de vítimas de Lee, havia pedido clemência ao presidente Donald Trump, mas o chefe de Estado ignorou o pedido. Os familiares das vítimas também haviam pedido o adiamento a execução devido à pandemia de coronavírus, até que pudessem viajar com segurança para testemunhar o procedimento.

O governo Trump, que defende penas mais severas para os criminosos, anunciou em julho de 2019 que o governo federal deveria voltar a usar a pena de morte, encerrando uma moratória informal em vigor desde 2003. Nos Estados Unidos, a maioria dos crimes é julgada em nível estadual, mas a justiça federal pode lidar com os delitos mais graves (ataques "terroristas", crimes racistas) ou baseado em questões militares.

Segundo pesquisas, o apoio à pena de morte diminuiu entre os americanos, mas continua forte entre os eleitores republicanos: 77% deles são a favor da punição para assassinos.

(Com informações da AFP)

 

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