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Após Portland, confrontos entre polícia e manifestantes se espalham por várias cidades dos EUA

Confrontos entre manifestantes e a polícia em Portland neste sábado, 25 de junho de 2020.
Confrontos entre manifestantes e a polícia em Portland neste sábado, 25 de junho de 2020. REUTERS - CAITLIN OCHS
Texto por: RFI
3 min

A noite de sábado (25) para domingo (26) foi marcada em várias cidades dos Estados Unidos por novos, e às vezes violentos, confrontos entra policiais e manifestantes do movimento antirracista. A recrudescência dos protestos, iniciada em Portland, acontece após o envio pelo presidente Donald Trump de agentes federais para controlar as manifestações.

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Um homem foi morto a tiros na última noite à margem de uma manifestação em Austin, no Texas. Segundo a polícia, ele estava “provavelmente armado com um fuzil” quando abordou o carro do homem que o matou. O suspeito do crime foi detido.      

A polícia americana usou granadas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os manifestantes em todo país. Deflagradas após a morte do homem negro George Floyd pela polícia em Minnesota, as manifestações contra o racismo e contra a brutalidade policial se acentuam, após a decisão de Donald Trump de enviar agentes federais às principais cidades americanas. O presidente enfrenta um difícil momento em sua corrida pela reeleição e recorre a uma campanha baseada na ideia de "lei e ordem".

Além de Austin, os manifestantes protestaram em Louisville, Kentucky, Nova York, Omaha, Oakland, Los Angeles e Seattle. Em Richmond, na Virgínia, o Batalhão de Choque disparou agentes químicos para dispersar a marcha do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), de acordo com a imprensa americana.

Confrontos em Washington e Seattle

Na capital, Washington, pequenas e reiteradas detonações foram ouvidas em algumas ruas e a fumaça subiu de uma área onde os manifestantes atearam fogo em reboques, observou um jornalista da AFP. Os ativistas também furaram pneus de carros e quebraram janelas de trailers. A polícia de choque enfrentou a multidão. Algumas pessoas usaram guarda-chuva para se proteger do spray de pimenta.

No sábado, a polícia de Seattle disse que 45 pessoas foram presas por episódios relacionados aos protestos, classificados como tumultos pelos agentes, segundo a conta oficial da corporação no Twitter. A chefe de polícia, Carmen Best, condenou os protestos. "Os agitadores não levaram em conta a segurança da comunidade, a segurança dos policiais, ou dos negócios e propriedades que eles destruíram", afirmou, segundo os jornais locais.

Agentes federais

O confronto mais violento ocorreu depois que policiais e agentes federais dispararam gás lacrimogêneo e dispersaram manifestantes à força, ao sul de Portland, na manhã de sábado (25). A cidade, a maior do estado de Oregon, é palco de protestos noturnos contra o racismo e contra a brutalidade policial há quase dois meses.

Portland também é palco de uma repressão altamente polêmica, por parte dos agentes federais, ordenada por Trump e que não tem apoio das autoridades locais.

Ontem, os protestos começaram de maneira pacífica, com música, cantorias da multidão, e pessoas soltando bolhas de sabão e colando rosas vermelhas nas barricadas. Mas o ato terminou com gás lacrimogêneo, depois que manifestantes amarraram cordas às barricadas que cercavam o tribunal de Justiça da cidade e tentaram derrubá-las.

A polícia de Portland delimitou uma zona de “distúrbios” e ordenou que a multidão deixasse o local. Agentes federais ajudaram a esvaziar a área. Pelo menos dois homens foram detidos. De acordo com um comunicado da polícia de Portland, um homem foi esfaqueado, e o suspeito, "mantido pelos manifestantes", foi detido em seguida por policiais e acusado de agressão. A vítima foi levada às pressas para o hospital com uma lesão grave.

O Departamento de Justiça americano disse ter aberto, na quinta-feira (23), uma investigação oficial sobre a repressão federal. Na sexta (24), porém, um juiz federal do Oregon rejeitou uma tentativa legal do estado de impedir policiais de prenderem manifestantes. Na semana passada, Trump anunciou o envio de um "mar" de agentes federais para lugares onde, segundo ele, há maior criminalidade - incluindo Chicago, após um aumento na violência na terceira maior cidade do país.

(Com informações AFP)

 

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