América Latina torna-se região com maior número de contaminados por coronavírus

Na América Latina, o Brasil é o principal país afetado pela Covid-19, com 2.394.513 casos e 86.449 óbitos registrados até o último sábado (25).
Na América Latina, o Brasil é o principal país afetado pela Covid-19, com 2.394.513 casos e 86.449 óbitos registrados até o último sábado (25). REUTERS - Amanda Perobelli

O mundo registrou mais de 16 milhões de infecções confirmadas por Covid-19 neste domingo (26). A metade das contaminações ocorreu no continente americano e a maior quantidade de casos está na América Latina e no Caribe.

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Desde que foi detectada pela primeira vez na China, no final do ano passado, a doença afetou mais de 16,2 milhões de pessoas e causou mais de 646.000 mortes em todo o mundo, segundo um balanço da Agência France Presse (AFP) com base em dados oficiais.

A América Latina e o Caribe se tornaram a região com o maior número de infecções por coronavírus no mundo neste domingo, adicionando 4.340.214 casos e ultrapassando aqueles na América do Norte, de acordo com uma contagem da AFP até as 18h (de Brasília), com base em fontes oficiais.

Essa é a primeira vez que o número de infecções na região excede os registros norte-americanos, que acumulam um total de 4.330.989 casos. Na América do Norte, as contaminações ocorrem principalmente nos Estados Unidos, o país mais afetado do mundo, com 4,2 milhões de infecções e quase 150.000 mortes.

O Brasil é o principal impactado na América Latina, com 2.394.513 casos e 86.449 óbitos até o último sábado (25). Também houve aumentos de infecções no México, Peru, Colômbia e Argentina, que estão tentando retomar suas atividades devido ao impacto econômico da pandemia.

No Peru – segundo país com mais infecções na América Latina depois do Brasil e o terceiro em mortes depois de Brasil e México –, o governo informou que 25% dos 10 milhões de habitantes de Lima e sua área metropolitana estariam infectados. Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra mais de 379.000 casos e 18.030 mortes por pandemia. 

Vacina entra na última fase de testes

Os Estados Unidos dobraram seu investimento financeiro para quase US$ 1 bilhão para apoiar uma possível vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela empresa americana Moderna. O medicamento entra nesta segunda-feira (27) na última fase de seu ensaio clínico.

O governo americano prometeu liberar US$ 472 milhões adicionais, além dos US$ 483 milhões anunciados anteriormente, para desenvolver rapidamente uma vacina, anunciou a empresa de biotecnologia Moderna em comunicado neste domingo.

A substância experimental, que desenvolveu anticorpos nos 45 participantes da primeira fase do teste, será testada a partir desta segunda-feira, com 30.000 pessoas. Metade deste grupo vai receber uma dose de 100 microgramas e os outros, um placebo.

Europa ainda tem maior número de mortos

Em quantidade de óbitos, a Europa continua à frente, com um total de 207.933, seguida pela América Latina e pelo Caribe (182.840) e pelos Estados Unidos e Canadá (155.673).

Na Europa, a Espanha é um dos países que mais preocupam, devido aos novos focos registrados nos últimos dias. Neste domingo, o governo garantiu que a situação "está sob controle", em resposta às restrições impostas pelo Reino Unido e Noruega aos viajantes espanhóis e à recomendação da França para que os cidadãos evitem de se deslocar à Catalunha, no nordeste do país.

"O governo da Espanha considera que a situação está controlada. Os focos estão localizados, foram isolados e controlados (...) A Espanha é um país seguro", indicou o Ministério das Relações Exteriores.

Várias regiões da Espanha, onde há pelo menos 280 focos ativos de Covid-19 e os casos diários registrados triplicaram nos últimos dias, aumentaram suas restrições. O país registra oficialmente mais de 28.400 mortes e 272.400 infecções.

Em outras partes da Europa, um continente com mais de três milhões de casos de contágio e 207.000 mortes, a situação também desperta preocupação. Na França, por exemplo, a carga viral está "aumentando", segundo as autoridades de saúde.

No resto do mundo, muitos países já tornaram obrigatório o uso de máscara para barrar os contágios. No entanto, a doença continua se propagando. Na Austrália, país cuja gestão da pandemia foi bastante elogiada, houve dez mortes e um aumento de casos neste domingo, sobretudo no estado de Victoria, no sudeste do país.

(Com informações da AFP)

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