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Flórida aguarda passagem de Isaías; Nasa monitora pouso de astronautas no Golfo do México

A tempestade tropical Isaías causou estragos em Hato Mayor, cidade no noroeste da República Dominicana, onde a população ribeirinha viu seus pertences serem arrastados pela cheia do rio Magua.
A tempestade tropical Isaías causou estragos em Hato Mayor, cidade no noroeste da República Dominicana, onde a população ribeirinha viu seus pertences serem arrastados pela cheia do rio Magua. afp/AFP
Texto por: RFI
4 min

Os moradores da Flórida, um dos estados americanos mais afetados pela Covid-19, se preparam para a chegada de Isaías neste domingo (2). O furacão perdeu força na noite de sábado (1) e foi degradado a tempestade tropical, após provocar chuvas torrenciais no arquipélago das Bahamas. Mas o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, alertou que Isaías deve ganhar intensidade ao se aproximar da costa americana.

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O NHC manteve o alerta de furacão para a costa leste da Flórida, de Boca Raton à área de Daytona Beach. O condado de Palm Beach, 120 km ao norte de Miami, emitiu ordens de evacuação para os moradores de casas vulneráveis. Muitas pessoas se apressaram para fazer compras de última hora e alguns comerciantes colocaram tapumes em portas e janelas, apesar de não serem esperados ventos muito intensos. A população local está acostumada com furacões maiores. Apesar disso, o governador Ron DeSantis alertou que os impactos da tempestade serão sentidos até a noite de domingo. O presidente Donald Trump assinou uma declaração de emergência para facilitar a liberação de ajuda federal.

As autoridades das Bahamas relataram que houve queda de postes e cortes de eletricidade. Isaías foi o primeiro furacão a passar pelo arquipélago desde que Dorian, de categoria 5, destruiu no ano passado duas de suas ilhas ao "estacionar" durante três dias sobre o arquipélago.

A passagem de Isaías por Porto Rico, na quinta-feira (30), causou graves inundações e deixou um morto. O escritório local de gestão de emergências informou que tinha encontrado o cadáver de uma mulher de 56 anos. Ela tinha sido declarada como desaparecida quando vizinhos viram seu carro sumir, arrastado em um rio no oeste da ilha.

Meteorologia complica combate à epidemia e pouso de astronautas

A temporada de furacões começa num momento em que os Estados Unidos enfrentam sérias dificuldades para conter a epidemia de Covid-19. Os abrigos na Flórida estão lotados, tornando difícil o distanciamento social. Pelo quinto dia consecutivo, no sábado, o país registrou 60.000 novas contaminações, e mais de mil pessoas morreram da infecção pulmonar em 24 horas.

A Flórida é o segundo estado americano com mais casos depois da Califórnia. Seus hospitais estão sobrecarregados. Já foram registrados 480.027 contaminações, 7.022 mortes, sendo 179 óbitos nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço estabelecido no sábado.

Os centros de testagem para a Covid-19 estão fechados desde quinta-feira até que seja seguro reabri-los, já que as estruturas de campanha podem não resistir aos ventos de uma tempestade tropical e muito menos de um furacão.

Astronautas retornam da ISS

A Nasa acompanha atenta a situação meteorológica na Flórida. Os dois astronautas americanos que passaram dois meses na Estação Espacial Internacional (ISS), transportados pela cápsula Crew Dragon, da Space X, estão retornando à região.

Doug Hurley e Bob Behnken têm pouso no mar previsto às 15h41 de Brasília, no Golfo do México. Eles decolaram de Cabo Canaveral em 30 de maio e tinham o retorno previsto na tarde deste domingo. Antes de deixar a ISS, os astronautas comemoraram o sucesso da missão com uma pequena cerimônia. Behnken disse que "a parte mais difícil foi nos lançar; mas a parte mais importante é nos levar para casa".

Com informações da AFP

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