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Trump dá ultimato a TikTok: aplicativo deve ser vendido até 15 de setembro se quiser atuar nos EUA

O aplicativo TikTok, que pertence a uma empresa chinesa, está sendo pressionado por Washington para ser vendida a uma empresa norte-americana
O aplicativo TikTok, que pertence a uma empresa chinesa, está sendo pressionado por Washington para ser vendida a uma empresa norte-americana AFP
Texto por: RFI
4 min

Donald Trump deu um ultimato a TikTok. O presidente disse nesta segunda-feira (3) que o popular aplicativo de compartilhamento de vídeos, de propriedade chinesa, tem até 15 de setembro para ser vendido para uma empresa norte-americana. Caso contrário, estará "fora de operação" nos Estados Unidos.

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Depois de ter afirmado nesse fim de semana que proibiria a rede social TikTok em seu país e as autoridades norte-americanas mostrarem preocupação com a possibilidade da plataforma ser usada como ferramenta da inteligência chinesa, Trump estipulou um prazo para que a empresa encontre uma solução caso queira continuar atuando em solo norte-americano.

"Marquei uma data por volta de 15 de setembro, data em que a empresa estará fora de operação nos Estados Unidos", disse o presidente à imprensa. "Ele será encerrado em 15 de setembro, a menos que a Microsoft ou alguém mais possa comprá-lo e concluir um acordo", acrescentou o chefe da Casa Branca.

O fundador da ByteDance, matriz do TikTok, não confirmou uma possível negociação com a empresa de Bill Gates, mas afirmou nesta segunda-feira que suas equipes estão trabalhando duro para conseguir "a melhor saída possível" para esta crise. "No ambiente atual, enfrentamos a possibilidade real de uma venda forçada dos negócios do TikTok nos EUA (...) ou uma ordem executiva que proíba o aplicativo", escreveu Zhang Yiming em uma mensagem a toda equipe da empresa, segundo a agência de notícias de tecnologia Pandaily.

"Enquanto enfrentamos complexidades crescentes em todo o panorama geopolítico e uma pressão externa significativa, nossas equipes estão trabalhando 24 horas por dia e renunciando a seus finais de semana para garantir a melhor saída possível", afirmou. No entanto, ele disse não concordar com a política das autoridades de Washington, que consideram indispensável uma cessão integral das atividades norte-americanas do aplicativo por causa de possíveis ameaças para a segurança nacional.

Alvo na guerra comercial entre China e EUA

A Microsoft informou no domingo (2) que continuará as negociações para comprar a parte norte-americana do TikTok, que estima ter um bilhão de usuários em todo o mundo, 100 milhões deles apenas nos Estados Unidos. A gigante tecnológica de Seattle disse que seu objetivo é concluir as discussões "o mais tardar em 15 de setembro", o que coincide com o ultimato dado por Trump.

TikTok, usado especialmente pelos jovens que criam, compartilham e assistem vídeos curtos na plataforma, se tornou o alvo mais recente da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

O governo de Trump afirma que a empresa é uma ameaça à segurança nacional. Já o TikTok sempre negou firmemente as acusações de que compartilha dados dos usuários com o governo chinês.

Usuários temem perder seguidores

A notícia de que Trump pretendia proibir o aplicativo nos Estados Unidos causou grande preocupação entre os usuários nos últimos dias, principalmente os criadores de conteúdo que ganham dinheiro na plataforma. Muitos divulgaram links de suas contas do Instagram e YouTube para evitar perder seguidores caso o TikTok seja de fato bloqueado.

Com mais de 920 milhões de publicações, a possível venda do aplicativo foi um dos assuntos mais discutidos nesta segunda-feira na plataforma Weibo, equivalente do Twitter na China. Estima-se que o TikTok tenha um valor global no mercado US$ 50 bilhões.

(Com informações da AFP)

 

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