Furacão Laura deixa rastro de destruição em Louisiana; tempestade segue para o Arkansas

Chris Johnson passou a noite dentro de sua casa enquanto o furacão Laura destruía a vizinhança, em Lake Charles (Lousianna)
Chris Johnson passou a noite dentro de sua casa enquanto o furacão Laura destruía a vizinhança, em Lake Charles (Lousianna) AP - Gerald Herbert

Na manhã desta quinta-feira (27), a população de Louisiana descobria os destroços deixados pelo furacão Laura, que tocou o solo do estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos. O furacão de categoria 4 registrou rajadas de vento de até 240 km/h nesta madrugada. Ao menos quatro pessoas morreram.

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Os vídeos publicados no Twitter pelo "caçador de tempestades" Reed Timmer mostram a violência dos ventos, que quebraram as janelas de vários prédios no centro de Lake Charles, uma cidade de Louisiana conhecida por suas refinarias de petróleo.

O governador de Louisiana, John Bel Edwards, confirmou ao menos quatro mortes devido à queda de árvores, entre elas uma menina de 14 anos e um homem de 60 anos.

O Laura é o furacão mais forte a atingir os Estados Unidos até o momento. Milhares de pessoas foram obrigadas a abandonarem suas casas na Louisiana e Texas, diante dos alertas de risco de enchentes.

Mais de meio milhão de moradores estavam sem energia elétrica durante a manhã nos dois estados, segundo o site PowerOutage.us.

Por volta das 7h (horário local), o furacão dava sinais de perder potência e foi reclassificado como categoria 2 pelo Centro Nacional de Furações (NHC, na sigla em inglês).

A previsão do órgão é que o fenômeno torne-se uma tempestade tropical ainda nesta quinta-feira, e chegue ao Arkansas pela noite.

Estragos

O NHC alertou para o aumento do nível dos rios em todas as regiões por onde o Laura deve passar. "Tempestade catastrófica, ventos extremos e inundações repentinas estão acontecendo em partes da Louisiana."

Além da maré alta, as ondas --que podem invadir um território de até 65 kmda costa -- podem provocar o aumento do nível dos rios de 4,5 a 6 metros acima do normal.

Região sofre com pandemia

O furacão atinge uma região duramente afetada pela Covid-19 nos EUA. Com isso, os pedidos para que as pessoas deixem suas casas e sigam para locais protegidos são acompanhados de alertas sobre a necessidade de manter distanciamento social e não esquecer da pandemia.

"As pessoas que entram (nos centros de proteção) usam desinfetante nas mãos, passam por controles de temperatura e mantêm uma distância física de dois metros", relatou Angela Jouett, que lidera a operação de evacuação em Lake Charles.

A temporada de tempestades no Atlântico vai até novembro e, segundo especialistas, deve ser uma das mais severas dos últimos anos. O NHC prevê até 25 furacões na região em 2020, o Laura é apenas o 12°.

(Com informações da AFP)

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