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Suspeito morto pela polícia nos EUA ajudava na segurança de protestos Black Lives Matter

O norte-americano Michael Reinoehl, 48, foi morto pela polícia de Portland na noite dessa quinta-feira (3) no momento de sua prisão.
O norte-americano Michael Reinoehl, 48, foi morto pela polícia de Portland na noite dessa quinta-feira (3) no momento de sua prisão. © AP - Noah Berger
Texto por: RFI
4 min

O norte-americano Michael Reinoehl, 48, foi morto pela polícia de Portland na noite dessa quinta-feira (3) no momento de sua prisão. Ele era suspeito de ter assassinado  Aaron “Jay” Danielson, um manifestante pró-Trump de 39 anos, no último sábado (29). Reinoehl era presença constante nos protestos antirracistas em Portland e ajudava os manifestantes com a segurança.

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O ativista antifascista, como se definia, foi morto por quatro homens das forças especiais em Olympia durante a abordagem que o levaria à prisão. “O suspeito apresentou uma arma, colocando em risco a vida de policiais”, disse o porta-voz das forças especiais em um comunicado.

De acordo com o tenente Ray Brady, do condado de Thurston, Reinoehl deixava um apartamento quando foi interceptado pela polícia antes de entrar em um veículo. “Quando eles tentaram prendê-lo, houve um tiroteio”, afirmou Brady ao jornal New York Times.

Uma investigação será aberta sobre o caso.

Responsável pela segurança

O homem de 48 anos vivia na região de Portland e era veterano do Exército norte-americano. Reinoehl participava frequentemente dos protestos do movimento Black Lives Matter e costumava ajudar com a segurança das manifestações.

Ele era suspeito de ter matado Aaron Danielson, 39, um apoiador de Donald Trump que fazia parte de um grupo de extrema-direita que patrulhava o centro de Portland no último sábado. O grupo encontrou os manifestantes antirracistas, e houve um confronto.

Em entrevista à revista Vice publicada na quinta-feira (3), Reinoehl afirma ter atirado no sábado em legítima defesa.

“Você sabe, muitos advogados sugerem que eu não deveria estar falando nada, mas eu acho que é importante que o mundo saiba ao menos um pouco do que está acontecendo”, disse. “Eu não tive escolha. Quer dizer, eu tinha uma opção. Poderia ter ficado sentado e assistido a eles matarem um dos meus amigos negros. Mas eu não iria fazer isso”, completou na entrevista pulbicada pela Vice.

Reinoehl considerava que corria o risco de ser esfaqueado.

Em mensagens postadas nas redes sociais, Reinoehl descreveu-se como um snowboarder profissional, ex-combatente do Exército dos EUA e "100% Antifa", em referência ao movimento antifascista nos Estados Unidos.

Uma reportagem da agência Associated Press conta que Reinoehl havia levado um tiro no braço em junho, ao defender um grupo de jovens negros em uma briga com um homem branco armado.

Portland é palco de confrontos frequentes entre manifestantes de esquerda e direita nesta nova onda de protestos contra a violência policial e o racismo desencadeada pelo assassinato de George Floyd no final de maio em Minneapolis.

Trump cobrou ação policial

Após a publicação da reportagem, o presidente Donald Trump, em campanha para a sua reeleição, publicou em suas redes sociais uma mensagem perguntando porque Reinoehl ainda não estava preso. No tuíte do presidente dos EUA, o ativista foi apresentado como um “assassino a sangue frio”.

Nesta semana, o republicano havia defendido um jovem de 17 anos que é acusado de ter matado dois manifestantes antirracistas em Kenosha, Winsconsin

* Com informações de Anne Corpet, correspondente da RFI em Washington, e da Reuters

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