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Em meio à pandemia, Estados Unidos lembram 19 anos do maior ataque terrorista de sua história

O candidato democrata à presidência, Joe Biden, cumprimenta o vice-presidente Mike Pence, durante a celebração pelos 19 anos dos ataques de 11 de setembro de 2011, em New York.
O candidato democrata à presidência, Joe Biden, cumprimenta o vice-presidente Mike Pence, durante a celebração pelos 19 anos dos ataques de 11 de setembro de 2011, em New York. Amr Alfiky/Pool via REUTERS
Texto por: RFI
4 min

Uma gravação com os nomes das pessoas que perderam suas vidas nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, foi transmitida ao vivo, nesta sexta-feira (11), no memorial do "Ground Zero", local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.

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Os americanos relembraram com tristeza o dia marcante em que terroristas da Al Qaeda sequestraram aviões que depois se chocaram contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington. Um terceiro avião caiu em um campo na Pensilvânia.

Foi de lá que o presidente Donald Trump prestou tributo aos mortos na tragédia. “Depois de 11 de setembro, estamos unidos em nossa crença de que a América é o país mais excepcional do mundo, abençoado pelos heróis mais incríveis e que vale a pena defendê-lo até o último suspiro", disse o presidente republicano, em Shanksville. “É o símbolo de quem somos como americanos, porque neste dia nos unimos, formando uma nação”, acrescentou Trump, que estava acompanhado de sua esposa, Melania.

Donald Trump aproveitou o discurso para lembrar que sob sua presidência, as forças americanas haviam matado "o assassino selvagem" e chefe do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em outubro de 2019, e depois o general e "açougueiro" iraniano, Qassem Soleimani, em janeiro de 2020.

Biden em Nova York

Quase três mil pessoas morreram nos ataques ocorridos há 19 anos, sendo 2.700 em Nova York, onde o candidato democrata à presidência, Joe Biden, participou de uma cerimônia organizada em ruas perto do “Ground Zero”.  "É um dia solene e vamos garantir que continue assim", disse ele.

Se as comemorações do 11 de setembro deveriam ser "desprovidas de retórica política", são eventos bastante divulgados e "o simples fato de estar presente, de mostrar liderança e empatia, permite marcar pontos", sublinha Robert Shapiro, professor de Ciência Política da Columbia University.

A dor nunca vai embora

Enquanto os alto-falantes ecoavam uma longa lista de nomes de vítimas, este ano pré-gravada devido à pandemia de Covid-19, o candidato democrata, de 77 anos, que perdeu sua primeira esposa e filha em um acidente de carro e, em seguida, o filho de câncer, falou de sua notória empatia com um nonagenário, que perdeu um filho nos ataques. A dor "nunca vai embora", disse Biden, com as mãos no coração, como mostram imagens compartilhadas nas redes sociais.

Ele então sublinhou, novamente, sua experiência de luto na frente de alguns jornalistas. “Sei por experiência, pois perdi minha esposa, minha filha, meu filho, que você revive esse momento, como se tivesse acontecendo tudo de novo, é difícil”, disse Joe Biden. O ex-vice-presidente de Barack Obama cumprimentou brevemente, com o cotovelo, o vice-presidente republicano, Mike Pence.

Além deles, o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, também participou do ato em memória das vítimas.

Paralelamente, os Estados Unidos vivem uma calamidade ainda mais mortal, a pandemia do coronavírus, que já matou mais de 23 mil pessoas em Nova York e mais de 191 mil pessoas, em todo o país. 

(Com informações da AFP)

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