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Venezuela atrasa a volta às aulas para janeiro de 2021 devido ao coronavírus

A enfermeira Flor Perez entrega um copo d'água para o filho em sua casa em um bairro de baixa renda em Caracas, em meio ao surto global do coronavírus (COVID-19), na Venezuela em 26 de agosto de 2020. Foto tirada em 26 de agosto de 2020 . REUTERS / Manaure Quintero
A enfermeira Flor Perez entrega um copo d'água para o filho em sua casa em um bairro de baixa renda em Caracas, em meio ao surto global do coronavírus (COVID-19), na Venezuela em 26 de agosto de 2020. Foto tirada em 26 de agosto de 2020 . REUTERS / Manaure Quintero REUTERS - MANAURE QUINTERO
Texto por: RFI
3 min

O governo de Caracas diz que não quer cometer os mesmos erros de outros países que reabriram as escolas em meio à pandemia. Por isso, manterá as aulas à distância pelo menos até janeiro de 2021. Um método que teria múltiplas falhas, segundo a oposição venezuelana e especialistas em educação, que apontam para o baixo nível do material disponibilizado e para a ausência de internet em muitos lares venezuelanos.

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O presidente Nicolás Maduro indicou neste domingo (13) que as aulas presenciais não serão retomadas na Venezuela devido à pandemia de Covid-19, mantendo as escolas fechadas até o final do ano. “Sem dúvida, o retorno às aulas não é favorável para o controle da pandemia. Veremos se é possível voltar em janeiro”, disse o presidente venezuelano em um discurso transmitido pela TV.

A medida foi tomada "depois de assistir ao início das aulas no mundo", o que produziu um aumento nas infecções, disse Maduro sobre o ciclo acadêmico 2020-2021, que está programado para começar no país caribenho a partir desta semana.

“Não se preocupem. Vamos manter as aulas online”, disse o presidente no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas. Trata-se de um sistema que entrou em funcionamento em meados de março, quando entrou em vigor o confinamento para evitar a disseminação do novo coronavírus na Venezuela, que não oferece atualmente serviços mínimos à população.

As aulas são transmitidas em sinal aberto pelo governo venezuelano de Televisão (VTV), e ministradas também pela internet, rádio e redes sociais para encerrar o ano letivo 2019-2020.

No entanto, os clipes educacionais receberam críticas nas redes sociais por serem considerados de baixo nível educacional. Além disso, na Venezuela os cortes de eletricidade são muito comuns e falta de conexão à internet em muitas casas. Isso torna difícil o acompanhamento em aulas televisionadas ou online.

Voltar ao confinamento

Nicolás Maduro também ordenou a retomada do confinamento reforçado por uma semana em todo o país no âmbito do esquema "7 + 7" em vigor desde junho, que alterna sete dias de "quarentena radical", quando todos os negócios são obrigados a fechar, exceto os dos setores como alimentação ou saúde, com sete dias de “flexibilização”, que permitem reativar o restante das atividades. “Temos que cumprir a quarentena radical, é o método da Venezuela”, exigiu Maduro.

O país de 30 milhões de habitantes acumula 59.630 casos confirmados e 477 mortes pelo novo coronavírus, segundo dados oficiais. Dados que são questionados por organizações como a Human Rights Watch. Em 7 anos de recessão que atingiu a Venezuela, quatro em cada cinco famílias não ganham dinheiro suficiente para cobrir a cesta básica, segundo um estudo acadêmico.

(Com informações da AFP)

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