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Pompeo critica Maduro antes de visitar fronteira do Brasil com Venezuela

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, faz um giro pela América Latina no que está sendo visto como uma campanha contra a Venezuela.
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, faz um giro pela América Latina no que está sendo visto como uma campanha contra a Venezuela. AFP
Texto por: RFI
3 min

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, desembarca nesta sexta-feira (18) no Brasil, para uma visita na fronteira com a Venezuela. O representante da diplomacia dos Estados Unidos aproveitou sua parada na Guiana, antes de chegar em Roraima, para pedir novamente a saída do poder do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

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Pompeo chega no território brasileiro em Boa Vista, capital de Roraima, estado que recebeu milhares de venezuelanos que fugiram da crise econômica de seu país. Ele se reunirá com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo para abordar a forma de enfrentar as ameaças à segurança da região, que ambos atribuem à Venezuela.

"Sabemos que o regime de Maduro dizimou o povo da Venezuela e que o próprio Maduro é acusado de ser um traficante de drogas. Isso significa que ele tem que partir", disse Pompeo em Georgetown durante uma entrevista coletiva com o presidente da Guiana, Irfaan Ali. No início deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu um processo por tráfico de drogas contra Maduro e seu círculo íntimo, oferecendo uma recompensa de US$ 15 milhões por sua prisão.

O diplomata norte-americano também destacou os US$ 3 milhões em ajuda que Washington forneceu para colaborar com a Guiana no auxílio aos refugiados vindos da Venezuela. O pequeno país no nordeste da América do Sul abriga cerca de 22.000 dos quase 5 milhões de venezuelanos que fugiram da crise econômica de seu país.

Cerca de 50 nações, incluindo os Estados Unidos, consideram a reeleição de Maduro em 2018 fraudulenta e exigem a restauração da democracia no país sul-americano. Mas o líder venezuelano se recusa firmemente a recuar e conta com o apoio das poderosas Forças Armadas, bem como da Rússia e do Irã na arena internacional.

A posição de Washington se alinha com a do governo brasileiro, que não poupa críticas ao sucessor de Hugo Chávez. Na quinta-feira (17) Brasília pediu à comunidade internacional para não apoiar as eleições legislativas convocadas pelo que classificou de "regime ditatorial" de Nicolás Maduro. Na véspera, uma missão de investigação da ONU acusou o chefe de Estado de estar vinculado a "crimes contra a humanidade".

Depois de visitar a fronteira do Brasil com a Venezuela no final desta sexta-feira, Pompeo desembarca no sábado na Colômbia. O giro, que começou na quinta-feira no Suriname, é visto como uma parte de uma campanha para destacar a devastação econômica da Venezuela sob o governo de Maduro.

(Com informações da AFP)

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