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Morte de juíza progressista acentua polarização e domina campanha eleitoral nos EUA

A juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte dos Estados Unidos, faleceu na última sexta-feira (18).
A juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte dos Estados Unidos, faleceu na última sexta-feira (18). AP - Patrick Semansky
Texto por: RFI
3 min

A imprensa francesa desta segunda-feira (21) analisa como a morte da juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte dos Estados Unidos, afeta a corrida eleitoral. O presidente Donald Trump se apressa para preencher a vaga com uma magistrada conservadora, enquanto democratas pedem que o líder republicano aguarde o resultado das eleições. 

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"Uma esquerda órfã." É desta forma que o jornal Libération descreve, em sua manchete, o sentimento dos democratas com a morte de Ruth Bader Ginsburg ou RBG, como era conhecida. Ícone progressista e feminista, a juíza faleceu na última sexta-feira (18), aos 87 anos, devido a um câncer no pâncreas. 

"Uma guerreira pela igualdades de sexos", classificou o ex-presidente Barack Obama. "Um espírito brilhante", segundo Trump. Apesar das diversas homenagens que Ginsburg recebeu durante todo o fim de semana, a morte da juíza divide ainda mais os Estados Unidos. 

"A nação americana, extremamente polarizada, obcecada pelas identidades étnicas, religiosas ou sexuais sobre as quais a Suprema Corte se pronunciou e continuará se pronunciando, mergulhou novamente em uma guerra político-cultural que a devasta há vários anos", afirma Libération

Principal questão da campanha

"A batalha pela Suprema Corte: principal questão da corrida à Casa Branca" é uma das manchetes do jornal Le Figaro desta segunda-feira. "Este episódio dramático veio adicionar um grau a mais no conflito de uma campanha duramente disputada, em plena pandemia, e sobre o fundo de uma grave crise econômica", escreve o diário. 

Consciente da tensão que sua morte causaria, em fase terminal de câncer, dias antes de falecer, Ginsburg pediu para ser substituída apenas pelo próximo presidente. Mas Le Figaro destaca que Trump ignorou o apelo e declarou que vai indicar uma sucessora já nesta semana. 

O jornal La Croix escreve que a nomeação de uma juíza conservadora terá consequências profundas sobre questões polêmicas na sociedade americana, como o porte de armas, o direito ao aborto ou mesmo o acesso à saúde. Não é à toa que milhares de simpatizantes se reuniram no domingo diante da Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington, para prestar homenagem à Ginsburg, mas também para tentar pressionar o governo a não preencher a vaga antes que um novo presidente assuma a liderança do país.

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