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Reportagem do New York Times acusa Trump de sonegar impostos

O presidente americano, Donald Trump, classificou de "fake news" as revelações feitas pelo jornal New York Times segundo as quais o magnata teria pago poucos impostos nos anos anteriores à sua eleição.
O presidente americano, Donald Trump, classificou de "fake news" as revelações feitas pelo jornal New York Times segundo as quais o magnata teria pago poucos impostos nos anos anteriores à sua eleição. AP - Carolyn Kaster
Texto por: RFI
3 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado neste domingo (27) pelo jornal The New York Times de pagar apenas US$ 750 em impostos federais em 2016, ano em que ganhou a eleição. A informação gera polêmica sobre suas declarações fiscais antes do primeiro debate contra o democrata Joe Biden, que acontece  nesta na terça-feira (29). 

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A investigação publicada no domingo inclui dados de mais de 20 anos de declarações fiscais do presidente. "Ele não pagou qualquer imposto sobre a renda em dez dos quinze anos anteriores. Em grande parte porque declarou mais perdas do que receitas", escreveu o jornal americano.

Trump classificou as informações de "fake news, totalmente inventadas". Em uma coletiva na Casa Branca, o presidente americano afirmou que sempre declarou muitos impostos de renda "em nível estadual" e justificou que o estado de Nova York cobra muitas taxas.

"O New York Times obteve informações fiscais dos últimos 20 anos do senhor Trump e das centenas de empresas que compõe seu grupo, incluindo informações detalhadas sobre seus primeiros dois anos no cargo. Isto não inclui suas declarações de imposto de renda pessoais de 2018 e 2019", explicou o jornal, que promete novas revelações nos próximos dias. Ao contrário de todos os antecessores na presidência desde a década de 1970, Trump trava há anos uma batalha judicial para que elas não sejam divulgadas. Esta falta de transparência dá margem para especulações sobre seu patrimônio e possíveis conflitos de interesses.

Teste de drogas e debate

Algumas horas antes da revelação do jornal americano, Trump voltou a criticar a agilidade mental de seu adversário democrata na disputa pela Casa Branca, Joe Biden, exigindo que o ex-vice-presidente de Barack Obama faça um teste de drogas antes ou depois do primeiro debate entre ambos na terça-feira. "Pedirei insistentemente um teste de drogas de Joe 'o Dorminhoco', antes ou depois do debate de terça-feira à noite", escreveu o presidente no Twitter. "Naturalmente, aceitarei fazer um também".

 O debate desta terça-feira (29)  em Cleveland - o primeiro de três de 90 minutos de duração - será primeira vez que eleitores terão a chance de ver os candidatos se enfrentando diretamente, a pouco mais de um mês das eleições de 3 de novembro, que prometem ser tensas e acirradas. Biden chegará ao debate com uma ligeira vantagem nas pesquisas, mas com uma famosa propensão a cometer gafes e uma falta de agilidade nas palavras que o fez reconhecer no sábado que o embate com Trump será "difícil".

O político democrata realiza uma campanha discreta, com poucos eventos e exposição e estará sob forte pressão. O primeiro debate será moderado pelo jornalista Chris Wallace, da emissora conservadora Fox News. Trump também afirma que Biden, um político de longa trajetória na ala moderada do Partido Democrata, é uma "marionete" da esquerda radical.

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