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Quem são os "Proud Boys", citados no debate entre Trump e Biden?

Enrique Tarrio, presidente do grupo "End Domestic Terrorism", ligado ao "Proud Boys", veste camisa polo que virou símbolo dos extremistas de direita nos EUA.
Enrique Tarrio, presidente do grupo "End Domestic Terrorism", ligado ao "Proud Boys", veste camisa polo que virou símbolo dos extremistas de direita nos EUA. AP - Noah Berger
Texto por: RFI
3 min

Aos 41 minutos do caótico primeiro debate entre os candidatos à presidência dos EUA, na segunda-feira (29), o tema lançado é a respeito dos grupos de extrema direita e esquerda que estão por trás de muitas manifestações violentas no país. O jornal Le Figaro investiga quem são os “Proud Boys”, mencionados por Donald Trump.

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O mediador Chris Wallace pergunta ao candidato republicano: “você tem acusado Joe Biden por não criticar o Antifa [antifascistas] e outros grupos de extrema esquerda. Mas você está disposto a condenar supremacistas brancos e milícias e dizer a eles para se acalmar e não acrescentar violência como vimos em cidades como Kenosha e Portland”.

Trump concorda, mas retruca que a violência que vê vem da extrema esquerda. E a um certo momento, manda um recado enigmático: “Proud Boys [rapazes orgulhosos, em tradução livre], recuem, preparem-se”. Quem são esses rapazes orgulhosos? A explicação é do jornal francês Le Figaro.  

“Trata-se de uma organização americana de extrema direita, que se autodenomina uma fraternidade, um ‘clube de homens’, que assume posições pró-Trump”, relata o Figaro. “A organização foi descrita como ‘um grupo de ódio’ pelo Southern Poverty Law Center, uma associação que monitora grupos de extrema direita”, acrescenta o jornal francês.

A organização estaria por trás da recente escalada de violência em comícios políticos realizados em universidades e em cidades como Charlottesville, Virginia, Portland, Oregon e Seattle, Washington”.

Marca pede que extremistas deixem de usar seus produtos

Os “Proud Boys”, explica Le Figaro, cultuam um ideal de força, em grande parte impregnado de misoginia e racismo. O grupo defende o porte de arma de fogo, a violência, o “empreendedorismo” e a “dona de casa”, enquanto se opõe ao “politicamente correto” e à imigração.

Muitos “proud boys” podem ser reconhecidos pelas camisas polo da marca Fred Perry, na cor preta, com detalhes amarelos. A grife já chegou a pedir que o grupo deixe de usar seus produtos. Em setembro de 2020, Fred Perry anunciou que estava parando de vender suas camisas polo nos Estados Unidos e no Canadá.

 

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