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"Não tenham medo da Covid-19", diz Trump ao anunciar fim de sua hospitalização

Sean Conley, médico que acompanha o presidente americano Donald Trump, fala sobre seu estado de saúde nesta segunda-feira (5)
Sean Conley, médico que acompanha o presidente americano Donald Trump, fala sobre seu estado de saúde nesta segunda-feira (5) AP - Evan Vucci
Texto por: RFI
4 min

O presidente americano, que foi internado na sexta-feira (2), suscitando dúvidas sobre a gravidade do seu estado de saúde, anunciou no Twitter que deixaria o hospital em Washington nesta segunda-feira (5) às 18h30 no horário local. Mas seu estado ainda inspira cuidados.

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Trump divulgou a notícia no Twitter, confirmando os rumores de que teria alta ainda hoje do Walter Reed Medical Center, um hospital militar situado em Washington. "Estou me sentindo muito bem! Não tenha medo da Covid-19. Não deixe isso dominar sua vida. Nós desenvolvemos, na administração Trump,  conhecimento e ótimos remédios. Eu me sinto melhor do que há 20 anos!", escreveu.

O médico do presidente, Sean Conley, fez um anúncio mais prudente: "Trump pode ainda não estar completamente fora de perigo, mas a equipe médica e eu mesmo estamos de acordo que seus exames e, sobretudo, seu estado clínico permitem que ele volte para casa com segurança", declarou. "Ele beneficiará de cuidados de ponta 24 horas por dia", disse Conley, lembrando que o presidente usou alguns tratamentos experimentais. Trump recebeu um coquetel de anticorpos desenvolvido pela empresa farmacêutica americana Regeneron. 

O presidente americano e sua esposa, Melania, foram diagnosticados positivos na quinta-feira (1). De acordo com Colley, ele teve febre, tosse e cansaço, mas no sábado já tinha melhorado. De acordo com a versão oficial, o presidente havia sido hospitalizado apenas por precaução. 

No domingo (4) o médico acabou admitindo que o estado inicial de seu paciente era mais grave do que o que foi declarado oficialmente. Conley confirmou que Trump precisou de oxigênio na sexta-feira, durante uma hora, na Casa Branca.

Outro episódio de baixa saturação, um indicativo da forma grave da Covid-19, ocorreu no sábado de manhã. O presidente americano recebeu a dexametaosona, um corticóide eficaz contra formas graves da doença, além do antiviral Remdesivir e dos anticorpos exprimentais da Regeneron. O médico de Trump reconheceu que não revelou o incidente para proteger uma imagem "otimista" do presidente, que entra no chamado grupo de risco: ele é homem, tem 74 anos, está acima do peso e é hipertenso.

Saída precipitada

Muitos especialistas questionam essa saída precipitada do hospital, mas a volta de Trump para casa está longe de ser um retorno à vida normal. Ele continuará confinado na Casa Branca e não poderá realizar comícios em Estados considerados fundamentais para sua reeleição e vitória contra o candidato democrata, Joe Biden. As eleições americanas estão marcadas para o dia 3 de novembro.

A Casa Branca, aliás, se tornou um verdadeiro foco de propagação do coronavírus. Além do presidente e da primeira-dama, sua conselheira Hope Hicks e outros membros da equipe, sua porta-voz, Kayleigh McEnany, anunciou nesta segunda-feira que também foi contaminada. Em várias ocasiões nos últimos dias, ela falou com o jornalistas sem máscara de proteção. Tais atitudes reforçam a imagem de que o Executivo "ignorou a gravidade da epidemia", diz a imprensa americana.

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