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EUA: na reta final da campanha eleitoral, pandemia monopoliza comícios de Trump e Biden

O candidato democrata, Joe Biden (à esquerda) e o presidente americano, Donald Trump, fazem comícios em estados do Meio Oeste neste fim de semana, na reta final da campanha eleitoral dos Estados Unidos.
O candidato democrata, Joe Biden (à esquerda) e o presidente americano, Donald Trump, fazem comícios em estados do Meio Oeste neste fim de semana, na reta final da campanha eleitoral dos Estados Unidos. AFP
Texto por: Elcio Ramalho
4 min

Com o número de casos do coronavírus batendo novos recordes nos Estados Unidos, a pandemia se tornou um dos principais temas nesta reta final de campanha. Trump e Biden fazem comícios em estados do Meio Oeste americano neste fim de semana.

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Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Minneapolis

A três dias das eleições, Trump e Biden tentam conquistar os eleitores do Meio Oeste dos Estados Unidos, onde os casos de Covid-19 explodiram nos últimos dias, colocando a região na chamada “zona vermelha”, sinônimo de alerta máximo. 

A pandemia de coronavírus monopoliza discursos dos dois candidatos e acirra os últimos dias de campanha eleitoral. Em um comício na sexta-feira (30) em Michigan, Trump não poupou críticas à classe médica, suscitando uma forte polêmica.

Segundo o republicano, os médicos se aproveitam da pandemia porque ganham mais dinheiro quando declaram as mortes por Covid-19. A acusação, considerada sem fundamento, irritou profundamente os profissionais de saúde do país. Trump, que chegou a tirar sarro de um aliado que estava usando máscara, insiste que a doença não é tão séria como os especialista dizem.

Já Biden adota uma estratégia totalmente oposta. Em um discurso em Iowa, o democrata lembrou que o avanço da epidemia cancelou, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, uma importante feira no estado. O democrata pediu ainda que Trump pare de atacar os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente na luta contra a Covid-19. 

Conservadores contra as medidas sanitárias

Em mais um sinal de que a pandemia está no foco central nesta reta final de campanha e não apenas nos palanques, grupos conservadores estão contestando na justiça medidas de restrições sanitárias. Em Minnesota, uma ação pede que a Suprema Corte reverta a decisão do governo do estado que obriga os moradores a usarem máscaras em locais públicos neste período de votação.

Na sexta-feira (30), os Estados Unidos registraram mais de 94 mil novos casos de coronavírus em 24 horas, o número mais alto desde o início da pandemia, segundo a Universidade Johns Hopkins. O balanço aponta ainda para 919 óbitos em 24 horas, elevando o total de mortos pela doença a 229.544.

A pandemia deve continuar monopolizando a campanha eleitoral nos Estados Unidos. Neste sábado (31), o ex-presidente Barack Obama sobe aos palanques ao lado de Biden, no estado do Michigan. Essa será a primeira aparição pública do ex-presidente americano em apoio ao candidato que foi seu braço direito durante oito anos na Casa Branca. O cantor Stevie Wonder será um convidado especial no evento.

Já Donald Trump estará na Pensilvânia, onde vai realizar três comícios. Em 2016, ele foi vencedor neste Estado, mas agora é Biden quem está sete pontos a frente nas pesquisas de intenção de voto na Pensilvânia.

Na média nacional, o republicano está atrás do ex-vice-presidente por oito pontos. No entanto, a disputa será definida com a conquista de eleitores em alguns estados onde a margem é muito menor.

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