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Trump evoca vitória de Biden no Twitter, volta atrás e diz não admitir "nada"

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso na Casa Branca em Washington, EUA, 13 de novembro de 2020. REUTERS / Carlos Barria TPX IMAGENS DO DIA
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso na Casa Branca em Washington, EUA, 13 de novembro de 2020. REUTERS / Carlos Barria TPX IMAGENS DO DIA REUTERS - CARLOS BARRIA
Texto por: RFI
3 min

Uma confusão cheia de atos falhos comprometedores. Oito dias após o anúncio dos resultados presidenciais nos Estados Unidos, Donald Trump ainda não reconheceu oficialmente sua derrota para Joe Biden. Mas, através de pequenos escorregões ou lapsos sucessivos, ele se aproxima, pouco a pouco de admitir a vitória do oponente democrata. Como seu tuíte neste domingo (15), que começa com um peculiar "He won", ou "Ele ganhou", em inglês.

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"Ele venceu porque a eleição foi fraudada", Trump tuitou na manhã deste domingo (15), referindo-se ao ex-vice-presidente de Barack Obama, Joe Biden. O presidente norte-americano levantou mais uma vez a hipótese de fraude massiva, mesmo se nenhum elemento concreto vem a credenciar esta hipótese.

Mas as duas primeiras palavras de seu tuíte ("Ele ganhou") chamaram a atenção, pois foi a primeira vez que ele as digita depois do anúncio dos resultados. Na sexta-feira (13), ela já havia escorregado ao ligeriamente evocar a vitória de seu oponente democrata ao sugerir, antes de voltar atrás, que não estaria mais na Casa Branca depois de 20 de janeiro de 2021 para administrar a crise do coronavírus.

Pouco mais de uma hora depois, diante da avalanche de reações à sua mensagem no Twitter, ele, como sempre faz, voltou atrás e desmentiu tudo, apagando o que havia postado:

Tradução do novo tuíte presidencial, depois da "gafe": “Ele venceu apenas aos olhos da mídia fake. Eu não admito NADA! Temos um longo caminho a percorrer. Foi uma eleição fraudada! "

Os resultados de todos os estados foram anunciados pelas principais estações de televisão dos Estados Unidos. Joe Biden conquistou 306 eleitores, contra 232 para o presidente que deixa o cargo, o placar inverso da vitória do bilionário republicano - que então falava de uma "onda" - contra Hillary Clinton em 2016.

Várias autoridades eleitorais locais e nacionais, incluindo a Agência de Segurança de Infraestrutura e Segurança Cibernética (CISA), contradizem diretamente o presidente Donald Trump em suas acusações de fraude. "A eleição de 3 de novembro foi a mais segura da história dos Estados Unidos", disseram eles em um comunicado conjunto. "Não há evidências de que um sistema de votação tenha apagado, perdido ou mudado as cédulas ou sido hackeado de alguma forma."

Com AFP

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