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Tratamento para Covid-19 utilizado por Trump é autorizado de maneira emergencial nos EUA

A logomarca da empresa de biotecnologia Regeneron, em sua sede em Westchester, nos Estados Unidos. A empresa conseguiu a permissão emergencial para produzir um tratamento contra Covid-19 no sábado (21).
A logomarca da empresa de biotecnologia Regeneron, em sua sede em Westchester, nos Estados Unidos. A empresa conseguiu a permissão emergencial para produzir um tratamento contra Covid-19 no sábado (21). REUTERS - Brendan McDermid
Texto por: RFI
3 min

A Agência Americana de Medicamentos (FDA) autorizou neste sábado (21) o uso emergencial do tratamento contra a Covid-19 desenvolvido pela empresa de biotecnologia Regeneron. A terapia, que utiliza um coquetel de anticorpos sintéticos, foi usada pelo presidente Donald Trump quando ele contraiu a doença, em outubro.

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De acordo com a FDA, foi demonstrado que o tratamento com o REGEN-COV2, como foi chamada a droga, reduz hospitalizações relacionadas à Covid-19 e internações de emergência de pacientes com outras patologias que podem agravar o quadro da doença.

O remédio combina dois anticorpos fabricados em laboratório. “Autorizar terapias com anticorpos monoclonais poderia permitir a pacientes evitar hospitalizações e diminuir a pressão em nosso sistema de saúde”, explicou Stephen Hahn, da FDA.

Um dos maiores defensores do tratamento da Regeneron é o presidente Trump, que usou o medicamento quando foi infectado pelo coronavírus. 

Os Estados Unidos são o país mais atingido pela Covid-19, com 255.800 mortos. A epidemia está fora de controle e o número de pessoas contaminadas já ultrapassa os 12 milhões, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Fase inicial

O presidente da Regeneron, Leonard Schleifer, garantiu que a decisão era “uma etapa importante na luta contra a Covid-19, porque os pacientes de alto risco nos Estados Unidos teriam acesso a uma terapia promissora no começo da infecção”.

Os anticorpos sintéticos do remédio imitam os produzidos pelo sistema imunitário após a contaminação por coronavírus, bloqueando a ponta do vírus que permite a ele se prender às células humanas e penetrá-las.  

O tratamento é considerado mais eficaz na fase inicial da infecção, quando os anticorpos ainda podem controlar o vírus invasor. Já na segunda fase, quando o perigo não é mais o vírus, mas uma reação violenta do sistema imunitário que ataca os pulmões e outros órgãos, o medicamento se mostra menos efetivo.

O REGEN-COV2 é o segundo tratamento que usa anticorpos sintéticos a receber uma autorização para utilização emergencial da FDA. Uma terapia semelhante desenvolvida pelo laboratório americano Eli Lilly obteve a permissão em 9 de novembro.

A Regeneron já assinou vários contratos com o governo americano, incluindo um de US$ 450 milhões, para fabricar doses em grande escala nos Estados Unidos. O governo também anunciou, no fim de outubro, a compra de 300.000 doses do tratamento do Eli Lilly por US$ 375 milhões.  

(Com informações da AFP)

 

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