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Trump diz pela primeira vez que deixará Casa Branca, mas não reconhece derrota em eleições

O presidente americano Donald Trump durante uma videoconferência para apresentar seus votos no dia de Ação de Graças, na Casa Branca, em 26 de novembro 2020. O presidente disse que deve deixar a Casa Branca, mas não reconheceu derrota em eleições presidenciais.
O presidente americano Donald Trump durante uma videoconferência para apresentar seus votos no dia de Ação de Graças, na Casa Branca, em 26 de novembro 2020. O presidente disse que deve deixar a Casa Branca, mas não reconheceu derrota em eleições presidenciais. AP - Patrick Semansky
Texto por: RFI
3 min

O presidente americano, Donald Trump, disse pela primeira vez, durante coletiva com a imprensa na quinta-feira (26), que deixará a Casa Branca, mas não reconheceu a derrota para o democrata Joe Biden. O republicano continuou afirmando que houve fraude na eleição. 

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Questionado sobre a possibilidade de passar o cargo a seu sucessor, se o colégio de grandes eleitores confirmar a vitória de Biden no dia 14 de dezembro, Trump respondeu: “Claro. E vocês sabem disso”. Mas, “se eles (colégio eleitoral) confirmarem, estarão cometendo um grande erro”, insistiu. “Será muito duro aceitar. Houve uma fraude massiva”, completou o presidente americano, sem apresentar provas.

Foi a primeira vez que Trump falou com jornalistas após a eleição de 3 de novembro. Desde esta data, ele repete que houve fraude na votação e multiplica pedidos de ações judiciais para recontagem de votos em vários estados, todos rejeitados.  

Durante a coletiva na quinta-feira, feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, Trump disse que a infraestrutura eleitoral no país era “como a de uma nação de terceiro mundo”.

Na quarta-feira (25), o presidente disse a seus apoiadores que deveriam “inverter” o resultado. Os democratas “roubaram". "Foi uma eleição fraudulenta”, reiterou.

Em resposta, Biden, disse que “na América, nós temos eleições livres e justas, e respeitamos os resultados". "Os habitantes e as leis deste país não aceitarão outra coisa”, declarou o presidente eleito em Wilmington, no estado de Delaware, onde passa o feriado.

Início da transição

O democrata Joe Biden deve tomar posse em 20 de janeiro, quando será oficialmente o 46° presidente dos Estados Unidos. A lei americana estabelece regras claras sobre a transferência de poder entre o presidente que deixa o cargo e seu sucessor na Casa Branca. Isso permite ao novo mandatário ter acesso a informações de agências federais. Para isso, é necessária uma decisão administrativa vinda de Trump que dá início ao processo de transição.

Na segunda-feira (23), a administração Trump lançou oficialmente este procedimento. Em uma série de tuítes, o atual presidente recomendou “no interesse superior" dos Estados Unidos, que a agência governamental encarregada da transição fizesse o "necessário sobre os protocolos". Ele também afirmou que pediu para sua equipe "fazer o mesmo”. Trump indicou acreditar ainda em suas chances de vitória e de realizar um “combate justo” para isso.

Em uma carta dirigida a Biden, a responsável da administração dos serviços gerais, Emily Murphy, determinou que o presidente eleito poderia ter acesso aos recursos e serviços pós-eleitorais, o que inclui US$ 6,3 milhões, sendo mais de US$ 1 milhão destinados à orientação e à integração da nova equipe.  

Além de ter acesso aos fundos para a transição, a equipe Biden pode, após a decisão, pedir investigações sobre a integridade de pessoas que devem ocupar postos-chave do novo governo.

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