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EUA registram mais de 150 mil novos casos de Covid-19 em 24 horas

Estados Unidos abrem novos hospitais de campanha para enfrentar a aceleração da epidemia de Covid-19 no país, o mais atingido do mundo pelo vírus.
Estados Unidos abrem novos hospitais de campanha para enfrentar a aceleração da epidemia de Covid-19 no país, o mais atingido do mundo pelo vírus. AP - Robert F. Bukaty
Texto por: RFI
4 min

Os Centros Americanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) informaram nesta terça-feira (1°) 152.022 novos casos de contaminação pelo coronavírus e 1.251 mortes adicionais ligadas à Covid-19 nas últimas 24 horas nos Estados Unidos. Com isso, o número de pessoas infectadas ultrapassa os 13,4 milhões. O país já estuda uma estratégia de vacinação da população.  

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A pandemia do coronavírus já matou pelo menos 1,46 milhão de pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro, de acordo com um relatório estabelecido pela AFP a partir de fontes oficiais. Mais de 63,2 milhões de casos de contaminação foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia.

Os Estados Unidos continuam liderando o balanço de mortos (268.103), à frente do Brasil (173.120), Índia (137.621), México (105.940) e Reino Unido (58.448). Diante dessa situação, as autoridades norte-americanas tentam se organizar e já se especula a estratégia de vacinação do país – mesmo se nenhuma vacina comprovou até agora ser 100% eficaz contra o vírus.

Não haverá uma regra única na América. Assim como na campanha de vacinação contra a gripe H1N1 de 2009, o governo federal fará recomendações e dará a cada estado liberdade para decidir o modo de distribuição e a ordem de prioridade entre idosos, cuidadores e funcionários de supermercados, entre outros.

Reconhecidos grupos de especialistas já emitiram opiniões, muitas vezes divergentes, que revelam a tensão central do debate: a vacinação deve proteger os mais vulneráveis e também facilitar a reativação da sociedade. É neste tema - como reanimar a economia o mais rápido possível - que os Estados Unidos podem se destacar.

Os especialistas americanos não se baseiam na idade, mas na profissão, e privilegiam os trabalhadores "críticos". Em primeiro lugar, estão os professores e funcionários que trabalharam para alimentar os americanos, que dirigem ônibus e trens, vendem remédios, mantêm a ordem, ou entregam correspondências e pacotes.

Estes também são, com frequência, os trabalhadores precários, das minorias hispânica e negra, desproporcionalmente mais atingidos pela pandemia. Uma injustiça que os especialistas querem reparar, explicitamente.

Depois que esses milhões de trabalhadores forem vacinados, poderão ser vacinadas pessoas com uma única patologia, sem-teto, presidiários e maiores de 65 anos. Na sequência, estariam os jovens, em especial os estudantes, que correm menos riscos, mas têm-se demonstrado como grandes propagadores da covid-19.

Mas esta é apenas uma proposta. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças aguardam o parecer de seu próprio comitê de especialistas, que vota nesta terça-feira. Este comitê sugeriu que se priorize cuidadores e trabalhadores essenciais, visto que imunizá-los proporcionaria um "efeito multiplicador". Além de serem atores essenciais na resposta econômica e de saúde, estão em contato com um grande número de pessoas.

Comparação com a França

A agência reguladora do setor de saúde na França recomendou começar pelos residentes e por alguns funcionários em risco de lares para idosos, seguidos pelos idosos e por profissionais da saúde. Em seguida viriam as pessoas acima de 50 anos e, na sequência, aquelas que atuam em setores vulneráveis. No final, o restante da população.

Esta é uma abordagem parecida com a sugerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e escolhida por muitos países ricos, disse o diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Yale, Saad Omer, à AFP.

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