Senadores americanos prestam juramento nesta terça-feira para decidir sobre impeachment de Trump

Donald Trump (foto ilustrativa). É a primeira vez na história dos Estados Unidos ue um presidente enfrenta dois processos de impeachment.
Donald Trump (foto ilustrativa). É a primeira vez na história dos Estados Unidos ue um presidente enfrenta dois processos de impeachment. REUTERS/Carlos Barria
Texto por: RFI
2 min

Nesta terça-feira (26) pela manhã os novos senadores americanos prestam juramento como jurados no julgamento de Donald Trump. Esta é a primeira vez na história dos Estados Unidos que um presidente enfrenta esse processo de impeachment duas vezes.

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Por Anne Corpet, correspondente da RFI em Washington

Os promotores democratas da Câmara dos Deputados transmitiram, na noite de segunda-feira (25), a acusação ao Senado, dando início formal ao julgamento.

Trata-se de um ritual bastante solene que ocorreu apenas quatro vezes na história americana: os representantes eleitos da Câmara, que serão os promotores durante o julgamento, cruzaram o Capitólio até o Senado.

Ele percorreram os corredores, que há menos de três semanas, estavam lotados de partidários de Donald Trump, até o hemiciclo da Câmara Alta. Foi lá que a acusação foi lida por Jamie Raskin, o deputado que vai comandar a equipe de nove promotores democratas.

Acusação contra Trump

Donald Trump é acusado de instigar uma inssureiçãou. Seu discurso, feito pouco antes da invasão do Capitólio, é citado na acusação, mas também no telefonema que ele fez para o Secretário de Estado da Geórgia pedindo-lhe votos a seu favor. E isso enquanto o resultado já havia sido certificado neste estado, onde Joe Biden venceu a eleição presidencial de novembro.

O julgamento em si só começará em 9 de fevereiro. Esse prazo foi negociado para permitir que Donald Trump prepare sua defesa. Mas também convém aos democratas: vários membros do gabinete de Joe Biden ainda não foram confirmados pelo Senado.

O julgamento será realizado sob estreita vigilância. Vários funcionários eleitos receberam ameaças de morte, e o FBI alerta que protestos de partidários de Donald Trump ainda serão possíveis nas próximas semanas. Milhares de membros da Guarda Nacional permanecerão em Washington até meados de março.

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